A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, acompanhou, nesta terça-feira (3), em Valinhos, no interior de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita à Bionovis, empresa brasileira de biotecnologia dedicada ao desenvolvimento e à produção de medicamentos biológicos oncológicos de alta complexidade. A agenda projeta a Bahia para o centro de uma estratégia nacional decisiva para o futuro do SUS: ampliar a produção de medicamentos no Brasil, reduzir a dependência externa e fortalecer a soberania sanitária do país.
A presença da secretária na visita tem relação direta com o avanço da Bahiafarma, fundação vinculada à Sesab, nas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). A Bahia está inserida nesse movimento por meio de acordos que envolvem a transferência de tecnologia e a produção no Brasil de medicamentos estratégicos para o tratamento de câncer e doenças raras. Em agendas recentes na Índia e na Coreia do Sul, a titular da pasta da saúde da Bahia acompanhou missões técnicas voltadas à consolidação desse processo, com a participação da Bahiafarma e da Bionovis no arranjo nacional.
“Estamos falando de uma agenda estratégica para o SUS e para o Brasil. Fortalecer a Bahiafarma e avançar na transferência de tecnologia para a produção nacional de medicamentos biológicos é garantir mais autonomia ao país e ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade”, afirma Roberta Santana.
A visita à Bionovis ganha ainda mais relevância porque a empresa ocupa posição estratégica no esforço de nacionalização da produção de biofármacos. A companhia mantém 12 parcerias com parceiros internacionais e laboratórios públicos, entre eles a Bahiafarma, e já fornece mais de 19 milhões de frascos e seringas ao Sistema Único de Saúde. Instalada em Valinhos, a Bionovis é uma empresa brasileira fundada em 2012 e dedicada integralmente à biotecnologia farmacêutica. Em sua planta industrial, tem capacidade para produzir até 250 quilos de proteína de medicamentos biológicos por ano e fabricar até dez biofármacos de alta complexidade, com potencial para abastecer a demanda nacional e ampliar a presença brasileira em um segmento decisivo para a assistência oncológica, imunológica e de doenças raras.
Para a Bahia, a agenda confirma o protagonismo do estado no fortalecimento da produção nacional de medicamentos, evidenciando o avanço da Bahiafarma em uma estratégia que combina transferência de tecnologia, inovação e mais acesso da população a tratamentos de alta complexidade pelo SUS.
Fonte: Ascom/Sesab
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