Durante o ano de 2025, dois milhões de pessoas, com idade entre 20 a 59 anos, tiveram peso e altura aferidos em uma unidade de saúde da Atenção Primária à Saúde. Destes, 38,4% apresentaram obesidade, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), extraídos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde.
A obesidade é uma doença crônica e está associada a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina; estado inflamatório crônico, devido à produção de citocinas pró-inflamatórias pelo tecido adiposo; danos estruturais, como sobrecarga articular e apneia do sono; e consequências psicossociais, como maior risco de depressão, baixa autoestima e isolamento social. O excesso de gordura corporal pode estar relacionado a herança genética, disfunções hormonais e fatores psiquiátricos, psicológicos, comportamentais e ambientais.
No Dia Mundial da Obesidade, lembrado neste 4 de março, a Sesa reafirma seu compromisso com a assistência baseada em evidências, com respeito às pessoas e com a transformação das narrativas que cercam a doença, visando combater o estigma que historicamente afasta os cidadãos dos serviços de saúde.
O Paraná tem apresentado um crescimento no número de atendimentos realizados para pessoas com obesidade na Atenção Primária à Saúde. Em 2025, houve um aumento histórico. Foram 225.441 atendimentos para obesidade em adultos, um aumento de 647% em relação a 2015, ano em que foram feitos 30.198 atendimentos. “O Estado preza pela saúde e bem-estar da população. Por meio de muita dedicação e esforço, chegamos a esse resultado. São mais de 225.441 atendimentos, e esse número está em constante crescimento”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
O tratamento é norteado pela Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, documento estadual que estabelece diretrizes para a organização das ações e serviços, e coordenado pela Atenção Primária à Saúde, onde há o primeiro acesso para o sistema e é estratégica no manejo da obesidade, por atuar no cotidiano de vida da população.
O processo é conduzido por diversos profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos e assistentes sociais, entre outros, que exercem um papel crucial no cuidado integral e longitudinal, com foco em intervenções de longo prazo e modificação sustentável do estilo de vida. Para qualificar ainda mais a assistência prestada, a Sesa ofertará, nos dias 24 e 25 de março, o minicurso “Manejo da Obesidade na APS: Abordagens individual e coletiva”, durante o evento Saúde em Movimento 2026. O curso será ministrado pela equipe do Grupo de Pesquisa de Intervenções em Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (GIN/UFMG).
"Essa doença é progressiva, multifatorial e recidivante. Não resulta meramente de escolhas individuais, mas de uma interação complexa entre fatores biológicos, econômicos e sociais. Vivemos em um ambiente obesogênico, que estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e impõe barreiras para a prática de atividades físicas", afirma a nutricionista e chefe da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade, Cristina Klobukoski.
Segundo a Sesa, considera-se que o tratamento da obesidade alcança resultado satisfatório quando há manutenção de uma perda de peso de pelo menos 10% do peso corporal inicial após um ano. No entanto, perdas mais modestas, entre 5% e 10%, já são capazes de promover impactos positivos importantes nos indicadores metabólicos e na saúde cardiovascular.
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