O número de empresas que realizam operações de importação no Brasil tem crescido nos últimos anos, indicando ampliação da base de operadores no comércio exterior. Estudos recentes da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) indicam que o país possui mais de 55 mil empresas importadoras, incluindo companhias que realizam operações de forma regular e outras que importam de maneira eventual. Esse universo inclui empresas classificadas como importadoras contínuas, que realizam operações de forma recorrente, além de companhias que atuam de maneira descontínua ou que ingressam no comércio exterior por meio de operações pontuais.
Além da expansão no número de empresas que atuam no comércio exterior, dados públicos disponibilizados pelo sistema Comex Stat, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), permitem acompanhar a evolução das importações brasileiras ao longo dos anos, com informações detalhadas sobre produtos, valores e países de origem das mercadorias.
Essas bases também possibilitam analisar a distribuição das operações de comércio exterior por unidade federativa e setor econômico, oferecendo uma visão mais ampla sobre a participação de diferentes regiões do país nas atividades de importação e na dinâmica do comércio internacional brasileiro.
A ampliação do acesso a dados públicos também tem contribuído para que empresas analisem oportunidades de mercado. Essas plataformas disponibilizam informações detalhadas sobre produtos importados, volumes e valores negociados, permitindo que empresas identifiquem tendências e segmentos com maior dinamismo.
Com a digitalização de processos no comércio exterior, também surgiram ferramentas tecnológicas voltadas à gestão de operações de importação e à conexão entre empresas que atuam na cadeia logística e aduaneira. Esse tipo de solução inclui sistemas de gestão de importação e plataformas digitais que reúnem prestadores de serviços especializados, permitindo que empresas consultem dados de mercado, organizem etapas operacionais e localizem fornecedores ou parceiros para suas operações.
Com a ampliação do acesso a dados e ferramentas digitais, empresas de diferentes portes — desde novos importadores até operadores regulares — passam a ter mais recursos para planejar operações, analisar custos e identificar oportunidades no comércio internacional.
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