Com o intuito de ofertar atendimento humanizado, o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea/TO), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), em parceria com a Polícia Penal e a Polícia Militar do Tocantins (PMTO), oferece a cinoterapia aos pacientes acolhidos na unidade. Também conhecido como Terapia Assistida por Cães (TAC), o método terapêutico utiliza cães treinados para auxiliar no tratamento físico, emocional e cognitivo dos pacientes.
Vanisléia Cardoso Muniz é mãe de Samuel Bryan, paciente do Cetea/TO. “Foi a primeira vez que o meu filho participou da terapia com a cadela Zoe. No início ele ficou um pouco tímido para brincar, mas percebi que, quando as outras crianças começaram a interagir, ele sorriu e conseguiu aproveitar o momento. Acredito que, nas próximas vezes, ele vai se soltar ainda mais. Nós gostamos muito da experiência”, relatou.
O supervisor técnico do Cetea/TO, Gabriel Oliveira, explicou como funciona a terapia com cães na unidade. “O terapeuta e o cuidador em saúde intermediam o atendimento utilizando cães, como a nossa querida amiga Zoe, que está aqui com a gente. A Zoe realiza um trabalho de interação com as crianças por meio de brincadeiras. Os terapeutas e os cuidadores estruturam atividades nas quais ela possa ajudar as crianças a concluírem as tarefas. Dessa forma, trabalhamos habilidades e a aquisição de novas competências, ampliando o repertório das crianças atendidas no Cetea”.
O policial penal do Núcleo de Operações com Cães (NOC/PPTO), Leandro Amorim, adquiriu e treinou a cadela da raça Golden Retriever, Zoe, para atuar na cinoterapia e também em ações de segurança pública no Tocantins. O Núcleo de Operações com Cães (NOC) é um instrumento de fortalecimento das ações de segurança ostensiva, sendo uma força de resposta rápida da Polícia Penal do Tocantins.
“A Zoe é a cadela piloto da cinoterapia da Polícia Penal do Tocantins. Agora estamos em parceria com o Cetea para trabalhar com nossos cães de assistência na cinoterapia para crianças. A cadela Zoe atua nesse processo como facilitadora e instrumento de apoio. Também realizamos visitas em escolas, asilos, creches e hospitais, pois esse é um trabalho social da Polícia Penal. Dessa forma, levamos um pouco do papel social do Estado e da Polícia Penal para a população”, afirmou o policial penal do Núcleo de Operações com Cães (NOC), Leandro Amorim.
Já o Grupo de Operações com Cães (GOC) da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) é uma unidade especializada no emprego tático de cães treinados para a segurança pública, sendo integrado ao Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE). Na área social, o GOC também desenvolve projetos de interação direta com a comunidade, utilizando cães parceiros em sessões de cinoterapia.
Para o subcomandante do GOC, subtenente Raimundo Pires da Silva, “o projeto de cinoterapia do GOC prova que a missão da Polícia Militar do Tocantins vai muito além do combate ao crime; ela reside, fundamentalmente, no cuidado com as pessoas. Ao transformar cães da corporação em agentes de apoio terapêutico, a instituição constrói pontes com a população”.
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