Aves percorrem rotas entre a América do Norte e do Sul e dependem de áreas amazônicas para descanso e alimentação


No Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado neste sábado (09/05), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) destaca a importância do Amazonas como rota de aves migratórias, que se deslocam entre a América do Norte e a América do Sul, e orienta a população a evitar interferências nos trajetos dessas espécies durante o período de passagem pelo estado.
Ao longo do ano, cerca de 150 a 200 espécies de aves migratórias utilizam rios, áreas de floresta e ambientes alagáveis do Amazonas como pontos de alimentação e descanso. O período de maior ocorrência é registrado entre setembro e abril, com registros em municípios como Manaus, Iranduba, Manicoré, Coari, Tefé e Parintins.
No Amazonas, entre as espécies registradas estão o maçarico-de-perna-amarela (Tringa flavipes), o maçarico-solitário (Tringa solitaria), o sanhaço-vermelho (Piranga rubra), a andorinha-azul (Progne subis), o gavião-tesoura (Elanoides forficatus) e a águia-pescadora (Pandion haliaetus).
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destaca que a preservação das aves migratórias está diretamente relacionada à conservação dos ecossistemas amazônicos.
“Quando falamos dessas espécies, estamos lidando com indicadores importantes da saúde dos nossos ecossistemas. A presença dessas aves mostra que ainda temos áreas capazes de oferecer alimentação e descanso ao longo das rotas migratórias”, afirmou.
De acordo com o médico veterinário da Gerência de Fauna Silvestre (GFAU) do Ipaam, Eduardo Marques, evitar interferências na rota migratória é fundamental para a manutenção do comportamento natural das espécies.
“Essas espécies seguem trajetos naturais muito bem definidos, que garantem alimentação e descanso ao longo do caminho. Quando há interferência, como alimentação ou manutenção em cativeiro, pode haver desorientação do comportamento e prejuízo ao retorno às rotas migratórias”, afirmou.
Cuidados com a fauna
O Ipaam orienta que moradores de municípios onde há registro de aves migratórias não capturem, alimentem ou mantenham animais silvestres em casa, especialmente durante o período migratório.
A recomendação é que as espécies permaneçam em seu habitat natural. No interior do estado, casos envolvendo animais silvestres devem ser informados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou à secretaria municipal de meio ambiente de cada município.
Na Região Metropolitana de Manaus, animais silvestres feridos, debilitados ou fora do habitat natural podem ser comunicados à Gerência de Fauna Silvestre (GFAU), do Ipaam, pelo telefone (92) 98438-7964, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
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