A quarta e última récita da grande ópera “La Traviata” marcou o encerramento do XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz. A apresentação foi realizada, na última terça-feira, 23, no palco do Da Paz, e reuniu artistas convidados e talentos da cena lírica nacional em uma produção que celebra a grandiosidade da obra de Giuseppe Verdi.
A obra é baseada no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, com música de Giuseppe Verdi e libreto de Francesco Maria Piave. A produção geral da ópera teve a assinatura do tenor paraense, Márcio André Carvalho, e a regência do maestro, Miguel Campos Neto.
Essa edição se iniciou ainda no mês de maio com a estreia mundial da ópera "Os Heróis”. A montagem inédita é ambientada em Milão, em 1848, durante a dominação austríaca na Lombardia, e aborda conflitos familiares, amor, lealdade política e ideais revolucionários.
O repertório operístico do Festival, também, reuniu obras como “La Serva Padrona”, com regência da maestra Cibele Donza e “Amazônia Motirô", espetáculo que propõe reflexões sobre a preservação ambiental a partir de uma linguagem musical contemporânea e direção geral de Ana Unger.
O público também conferiu, pela primeira vez, o recital do barítono sul-coreano, Sunu Sun. Em junho, o XXV Festival continuou com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz junto com a soprano paraense Carmen Monarcha e com o recital "Deuses e Demônios", com o músico, Saulo Javan, e o pianista, Vitor Philomeno.
Para Nandressa Nunes, diretora-geral e de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, o Jubileu de Prata do Festival de Ópera entrou para a história do evento. “O XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz no seu jubileu de prata fez um festival extremamente rico e potente. Foram 31 dias de programação, que abriu com a estreia mundial e com repercussão incrível, sucesso de crítica e de público, de ‘Os herois’, do compositor paraense Meneleu Campos".
"Para além disso, tivemos ‘La serva Padrona’, em uma versão paraense, uma obra incrível. E a face mais contemporânea do festival esteve com a ‘Amazônia Motirô’ e encerramos essa edição com o ‘La Traviata’, uma grande ópera de abrangência mundial, do nosso compositor Verdi ", afirmou Nandressa”.
Festival em números
Em 2026, o XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz reuniu mais de 10 mil pessoas em 31 dias de programação com 17 sessões entre óperas, recitais, concertos e ensaios gerais.
Nandressa Nunez ressalta que durante a pré-produção, produção e pós-produção foram gerados, aproximadamente, 1.650 empregos diretos e indiretos. “O que faz de festivais como o nosso, o que podemos chamar de um festival de economia limpa, dentro da cadeia construtiva da ópera. Nós geramos empregos, aquecemos o mercado, tanto o setor do comércio quanto o de serviços, (hotelaria, restaurantes). Todos aquecidos graças ao festival de ópera, que de forma intensa e pungente mostra essa característica que é tão peculiar ao povo paraense. Sem dúvida nenhuma o festival de ópera já entrou para a história e é um marco, mais uma vez, na cidade de Belém, criando novos públicos nesses 31 dias de programação”, finalizou a diretora-geral.
A iniciativa gerou mais de 1.600 empregos, diretos e indiretos, desde o período de preparação até a finalização do evento, dinamizando segmentos como o de turismo, comércio e serviços, bem como à economia produtiva do setor cultural.