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Pesquisa da Invest mostra que orgulho, acolhimento e pertencimento são as principais marcas da identidade do jovem com o RS
A Invest RS, em parceria com o governo do Estado, apresentou nesta quinta-feira (25/6), durante o evento Juventude do Amanhã, organizado pelo South...
26/06/2026 15h01
Por: Redação Fonte: Secom RS

A Invest RS, em parceria com o governo do Estado, apresentou nesta quinta-feira (25/6), durante o evento Juventude do Amanhã, organizado pelo South Summit Brazil, os resultados da pesquisa inédita "O Sonho do Jovem Gaúcho". Conduzido pela consultoria de inteligência estratégica ACE Post-Consultancy, o estudo mapeou as expectativas dos jovens gaúchos para o futuro, abordando aspectos como perspectivas de carreira e decisões de permanência da geração que definirá o amanhã do Rio Grande do Sul. Realizado nos primeiros meses de 2026, o levantamento combinou análise sócio-histórica, 54 entrevistas qualitativas e um painel quantitativo com mil respondentes entre 18 e 32 anos, respeitando rigorosos critérios de diversidade.

Os dados mostram que os sentimentos de "orgulho", "acolhimento" e "pertencimento" são as principais marcas da identidade do jovem com o Rio Grande do Sul. Quase metade dos entrevistados (45,4%) expressa o desejo claro de construir sua trajetória em solo gaúcho.

Conforme o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, os dados do estudo serão fundamentais para orientar as tomadas de decisão da agência em relação ao habilitador capital humano, que é um dos alicerces do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Rio Grande do Sul. “Entender os anseios desta geração nos dá subsídios para desenhar políticas de atração de investimentos e inovação que conversem diretamente com o que o jovem procura, garantindo que o talento local encontre espaço para prosperar aqui dentro”, disse Prikladnicki.

Prikladnicki: “Entender os anseios desta geração nos dá subsídios para políticas de atração de investimentos e inovação" -Foto: Mauro Nascimento/Secom

Visão de futuro dos jovens gaúchos

Marcella Britto Franco, uma das pesquisadoras da ACE Post-Consultancy and Insights, sublinhou que a juventude gaúcha se revelou bastante pragmática diante dos desafios geracionais contemporâneos e das circunstâncias específicas do Rio Grande do Sul. “O jovem quer ficar e prosperar no Estado, mas ainda carece de clareza sobre os caminhos para que isso aconteça. Existe uma clara mudança estrutural no que significa 'dar certo' para essa geração: o sucesso hoje é medido por qualidade de vida, equilíbrio e liberdade, pensando muito mais do que a busca tradicional por patrimônio ou estabilidade formal”, justificou Franco.

O levantamento também joga luz sobre a saúde mental e as pressões cotidianas da carreira em ambiente digital, apontando que 58,6% dos jovens sentem medo de estar ficando para trás em relação aos seus pares. Além disso, o impacto das enchentes de 2024 também foi avaliado. Embora as catástrofes não tenham gerado uma rejeição imediata ao Rio Grande do Sul, elas estabeleceram uma cobrança mais concreta sobre o que a infraestrutura do Estado precisa oferecer, criando, em termos psicossociais, um teto imaginário para as ambições dessa geração.

Para Luciane Paim, também autora da pesquisa, o trauma recente acabou gerando uma espécie de “barreira invisível” para enxergar o futuro. “O que eles demandam agora vai muito além de emprego e renda; há uma urgência por 'voz'. Eles pedem uma nova agenda que integre educação conectada ao contemporâneo, segurança, acesso à cultura e participação ativa nas decisões políticas do Rio Grande do Sul", explicou Paim.

O secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, que participou do projeto, lembrou que os jovens que desejam sair do Rio Grande do Sul buscam realizar experiências pessoais e que o governo já está olhando para esse aspecto. “É esperada essa ambição dos jovens de sair, viajar, conhecer o mundo. E o Estado quer poder participar desse sonho, mas também quer contar com eles para no futuro regressarem ao Rio Grande do Sul para ajudar a potencializar o desenvolvimento do Estado”, disse Tomazeli.

Agência também apresenta programa com parceria de instituições gaúchas

Os insights oferecidos pela pesquisa "O Sonho do Jovem Gaúcho" serão usados como ponto de partida para uma ação que a Invest RS também anunciou durante o evento. Com a parceria do Instituto Caldeira e South Summit Brazil, a agência de desenvolvimento apresentou a criação de um movimento com instituições que atuam diretamente com jovens: Tecnopuc, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Juntas, essas organizações vão participar de um programa, conduzido pelo Instituto Caldeira e com a governança da Invest RS, voltado a ampliar o impacto de suas iniciativas e fortalecer a percepção do Rio Grande do Sul como um território com potencial para construir futuros onde os jovens prosperem e se tornem protagonistas. Conforme a diretora de Estratégia e Inteligência da Invest RS, Caroline Bücker, o movimento irá mapear as práticas existentes que promovem oportunidades de desenvolvimento aos jovens. “A partir desta iniciativa, iremos criar um ambiente mais favorável para a juventude gaúcha e garantir que eles tenham as oportunidades que merecem”, disse Bücker.

Texto: Ascom Invest RS
Edição: Secom