O mês de julho é repleto de eventos marcantes em Anápolis, especialmente por conta do aniversário da cidade, em 31 de julho. Porém, outra data muito importante, o dia de Santa Ana (Sant’Ana) é celebrado pelos católicos nesta sexta-feira (26). Também conhecido como “Dia dos Avós”, a data é celebrada pela Igreja Católica desde 1584, por determinação do Papa Gregório XIII. Séculos depois, em 1960, o Papa Paulo VI uniu a comemoração a São Joaquim.
Relata-se que a fazendeira Ana das Dores, devota de Sant’Ana, viajava de Jaraguá para Bonfim, atual Silvânia, quando um dos animais que levava a carga da família empacou na região central de Anápolis.
O animal, em questão, era um burro que carregava justamente as joias e objetos valiosos de Ana das Dores, incluindo a imagem da santa. Influenciada pela fé, a devota prometeu que construiria uma igreja naquele local.
Sant’Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, para além da fé e crença nos milagres, é uma figura importante para o imaginário anapolino, segundo a pesquisadora e professora da Universidade Estadual de Goiás, Késia Rodrigues dos Santos
“Foram os fazendeiros dessa região, devotos de Sant’Ana, interessados em incrementar o entreposto comercial no local e obter a valorização de suas terras, que doaram, em 1870, as terras para a construção da capela para a santa”, explicou.
De acordo com a pesquisadora, foram estes mesmos locais que também se empenharam na edificação e obras da igreja, iniciadas em 1871. Fato este que promoveu, de imediato, um significativo povoamento na região.
“Como a capela foi construída nos primórdios do povoamento da cidade, ela se tornou a primeira igreja e, portanto, a padroeira de Anápolis”.
Os fazendeiros da região alcançaram os objetivos, pois, a partir da construção da capela, o povoado foi, gradativamente, confirmando a função de entreposto comercial.
“O crescimento populacional se fez contínuo e fomentou o desenvolvimento da agropecuária de subsistência, que mais tarde se tornaria comercial. O elemento religioso também se fez importante no período da criação da freguesia, e mesmo para a elevação do povoado à condição de vila”, destacou.
Esses, segundo a pesquisadora, foram os alicerces para o desenvolvimento de Anápolis no século XX, período em que houve um considerável crescimento populacional e comercial que “justificaram poucos anos depois a emancipação”.
O feriado de 26 de julho, então, se dá por conta da padroeira de Anápolis, que, inclusive, dá nome a cidade. “Ana é a santa e polis é cidade em grego”