A cadeia produtiva do leite em Mato Grosso do Sul terá um incremento em torno de R$ 70 milhões, ao longo de dois anos, pelo Programa Proleite MS anunciado pelo Governo do Estado e comemorado pelo deputado Renato Câmara (MDB) em discurso na tribuna, durante a sessão plenária desta quarta-feira (16).
Câmara, que é coordenador da Frente Parlamentar do Leite na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), explicou que a proposta do Plano de Desenvolvimento do Leite é uma proposta que nasceu no trabalho da Frente e há três anos tem sido discutida, por meio de diversas reuniões e seminários. “Através dessas discussões, de um tema tão importante, conseguimos com que vários encaminhamentos fossem acatados pelo Governo, que deu uma demonstração de diálogo com a Casa e parceria com o produtor e a cadeia produtiva, que vem tendo uma queda dramática e drástica, fazendo com que muitos produtores saíssem de sua atividade e muitos empregos serem extintos”, disse o deputado.
Com isso, o deputado explicou que o cenário exigiu o Plano para o que chamou de “ressurgimento da cadeira”. “É complexo. Um dos pontos foi a competição desleal com muitos países. Aqui fazemos fronteira, o que permitiu a entrada de leite pela Argentina e Paraguai e muitos não têm a devida inspeção, não recolhem impostos e chegam mais barato ao consumidor, de uma forma até ilegal. Quando você pede uma pizza você não pergunta a marca que foi usada. E várias são feitas com as que vieram irregularmente de outros países. Também fazemos fronteira com estados que são grandes produtores. E nas nossas discussões tivemos oportunidade de conhecer um pouco do que fez Goiás, um produtor importante e uma das questões é o baixo nível tecnológico que temos, que Goiás superou”, detalhou.
Outro ponto primordial elencado pelo deputado foi o melhoramento genético e comemorou que os financiamentos e estratégias serão feitas para fortalecer a cadeia de forma organizada. “Além do programa genético teremos também o apoio à indústria, para mantê-las para ter condições de pagar melhores preços e investir na atividade láctea. Outro ponto fundamental é a assistência técnica. Além disso, o produtor tem uma escala de benefícios, o que produz mais de 100 litros por dia, o que tem a qualidade em padrões adequados, vai ter uma remuneração financeira. Então essa conquista é fruto do trabalho que ao longo dos últimos quatro anos temos feito aqui na Assembleia Legislativa. A Semadesc, enfim, todo o corpo técnico, que se debruçou sobre ideias, apresentou um programa que vai dar sentido ao aumento da produção”, comemorou.
Ao finalizar, Câmara destacou que o investimento vai atingir o pequeno e médio produtor. “O leite é o pão de cada dia do pequeno e médio, que todo dia tem uma renda, que não depende do ciclo produtivo e que, com isso, faz com que ele permaneça no campo e também gere riqueza para o Estado”, concluiu. O lançamento do programa foi feito na Expogrande – saiba mais aqui .
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