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Rede Estadual de Educação avança na implementação do Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos

As escolas estaduais estão mais preparadas para enfrentar situações de emergência climática a partir da atuação da Secretaria da Educação (Seduc). ...

24/06/2026 10h56
Por: Redação Fonte: Secom RS
Equipes da Escola de Ensino Fundamental Helena Litwin Schneider, de Porto Alegre, participaram de reuniões com a Defesa Civil -Foto: Divulgação
Equipes da Escola de Ensino Fundamental Helena Litwin Schneider, de Porto Alegre, participaram de reuniões com a Defesa Civil -Foto: Divulgação

As escolas estaduais estão mais preparadas para enfrentar situações de emergência climática a partir da atuação da Secretaria da Educação (Seduc). A pasta tem coordenado uma série de ações no âmbito da estratégia das Escolas Resilientes . Como parte dessas iniciativas, 87 instituições estão desenvolvendo e implementando seu próprio Plano de Contingência Escolar para Eventos Climáticos (Plancon Escolar) .

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Entre os destaques estão a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Souza Lobo e a EEEF Helena Litwin Schneider, ambas de Porto Alegre, que estão em fase avançada de implementação do plano. O objetivo é que o Plancon seja uma ferramenta viva de gestão, construída coletivamente e incorporada ao cotidiano escolar.

Para desenvolver o trabalho, as equipes diretivas contam com acompanhamento técnico da Seduc, além de encontros formativos e orientações permanentes. Dessa forma, os planos são documentos que se adaptam às características e realidades locais de cada escola, determinando o que deve ser feito antes, durante e depois de uma emergência climática.

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Esta matéria é a última de uma série de três a respeito do Plancon Escolar, uma das ações do governo gaúcho que visa tornar a Rede Estadual de Educação mais preparada para eventos meteorológicos extremos.

Trabalho coletivo fortalece comunidades escolares

Na EEEF Souza Lobo, localizada na Zona Norte de Porto Alegre, no Bairro São Geraldo, a implementação do plano começou em março. Desde então, conta com uma forte adesão dos estudantes e da comunidade escolar. Entre as etapas já concluídas estão as simulações – que foram realizadas, em um primeiro momento, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul. Depois, a escola realizou as simulações por conta própria, colocando em prática o que foi aprendido.

“O processo foi muito além de trâmites da construção do plano. Procuramos proporcionar uma reflexão sobre as fragilidades relacionadas aos desafios climáticos. Isso aproximou a escola da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, o que nos enriqueceu como grupo, na intenção de criar estratégias seguras de contingência em um processo colaborativo”, explica a diretora da escola, Karla Bolson.

Além disso, segundo ela, o trabalho passa por revisões constantes. “Foi preciso pensar, explorar e definir pontos importantes para garantir a segurança de todos. As medidas e ações que voltam a ser revisitadas com regularidade nos direcionam para um plano cada vez mais consistente, vivo e, principalmente, cuidadoso com aquilo que nos é mais caro: nossos estudantes e nossa comunidade”, enfatiza.

Elaboração participativa

No Bairro Jardim Itu, também na Zona Norte de Porto Alegre, a EEEF Helena Litwin Schneider constrói o plano com a mesma participação da comunidade. A equipe da escola teve reuniões na sede da Defesa Civil do Estado, onde foi possível esclarecer dúvidas e adquirir novos conhecimentos sobre emergência climática. Assim, a instituição conseguiu realizar discussões internas e planejar, de forma mais eficiente, as estratégias de prevenção.

A escola mapeou os riscos – identificando possíveis situações que exigiriam atenção – e definiu as rotas de fuga – designando os funcionários responsáveis por cada função diante de uma emergência. Agora, a Helena Litwin se prepara para executar sua primeira simulação do plano.

“A implementação do Plancon é muito importante para a proteção da vida e da integridade de todos na escola. É um passo importante no fortalecimento da cultura de prevenção e autocuidado. A organização dos procedimentos e responsabilidade também facilita a agilidade na tomada de decisões”, afirma a orientadora da escola, Cristiane Alves Jacobi.

Para a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o avanço das escolas demonstra a importância das ações conduzidas pela Seduc na formação e no acompanhamento das equipes.

“Estamos construindo com as escolas uma cultura permanente de prevenção, cuidado e preparação. Não podemos tratar a adaptação climática como uma agenda emergencial ou passageira, mas sim como uma políticacontínua de Estado. As formações realizadas pela Seduc permitem que cada comunidade escolar possa desenvolver um plano conectado à sua realidade e esteja mais preparada para enfrentar os desafios dos eventos climáticos”, ressalta Raquel.

Estratégia das Escolas Resilientes

A iniciativa das Escolas Resilientes surgiu em 2024, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Para apoiar as comunidades, a Seduc criou um guia orientador para o Plancon Escolar em parceria com a Defesa Civil, o Instituto Alana e a organização Vozes da Educação.

Além da elaboração dos planos, a iniciativa contempla formações continuadas, inserção no currículo da temática, fortalecimento da gestão escolar e ações voltadas à segurança e ao bem-estar de toda a comunidade educativa.

Texto: Ascom Seduc
Edição: Felipe Borges/Secom

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