Dentro do escopo da Polícia Civil, o DRLD irá trabalhar na descapitalização das organizações criminosas
Por meio das suas redes sociais, o governador Elmano de Freitas anunciou, nesta quinta-feira (25), que enviou mensagem para a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) visando a criação do Departamento de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), unidade especializada que fará parte do escopo Polícia Civil do Ceará (PCCE). A repressão qualificada da lavagem de dinheiro é medida indispensável para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas e comprometer as suas capacidades de operação.
“Nos últimos anos, houve um bloqueio de mais de R$ 3,3 bilhões das organizações criminosas no estado do Ceará. Com essa mensagem, nós estamos criando o Departamento de Repressão à Lavagem de Dinheiro no nosso estado, com três delegacias na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), uma na região Norte do estado e outra delegacia na região Sul. Com isso, nós vamos criar uma rede de inteligência na área financeira para dessa maneira trabalharmos para asfixiar ainda mais as organizações criminosas no estado do Ceará”, destacou o governador Elmano de Freitas.
A criação do DRLD também representa o fortalecimento e a ampliação do trabalho já realizado pelo Estado no sentido de fornecer uma estrutura especializada para que a Polícia Civil conduza investigações financeiras complexas, integrando as ações e descapitalizando as organizações criminosas.
De acordo com o texto da mensagem, “o combate eficaz ao crime organizado exige não apenas a responsabilização criminal de seus integrantes, mas também a identificação, rastreamento, bloqueio e recuperação dos ativos ilícitos por eles acumulados”.
Outro avanço importante no trabalho de combate às organizações criminosas foi a regulamentação do Sistema Estadual de Inteligência da Segurança Pública, que ampliou o efetivo de 135 para 791 agentes atuando na área. Além disso, é importante reforçar a reestruturação das Forças de Segurança do Ceará ocorrida em março de 2025.
As mudanças tiveram o objetivo de modernizar as instituições. Para isso, foram criados: quatro comandos operacionais, nove batalhões e 19 companhias para a Polícia Militar do Ceará (PMCE); o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e o Departamento de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio (Depatri), duas Delegacias de Repressão contra o Crime Organizado (Draco) nas regiões Norte e Sul, além de 20 novas seccionais e 30 setores de inteligência para a PCCE; três Coordenadorias de Perícia Regionalizadas, dez células de gestão dos núcleos do Interior, 23 novos núcleos de Perícia e quatro coordenadorias na sede: inteligência, custódia, vestígios forenses e segurança da informação e desenvolvimento institucional para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). A Supesp e a Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp) também foram beneficiadas com a reestruturação.
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