No ano em que celebra 150 anos de dedicação à sociedade paraense, a Polícia Civil do Pará reafirma seu compromisso histórico com a legalidade e a atuação especializada frente às complexas dinâmicas criminais que enfrenta cotidianamente, com foco na atuação da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE). A unidade de elite de operações especiais da PCPA, é destinada à intervenção policial em ocorrências que exijam excepcional adestramento e elevada capacitação tática e operacional, pela complexidade do trabalho e riscos que o envolvem.
Conheça a CORE
A Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais foi instituída na Polícia Civil do Estado do Pará em 2019, por meio da Resolução Nº 217-GAB-DG/PCPA, homologada pelo Decreto Estadual Nº 504/2020.
A sede administrativa e operacional da Coordenadoria está localizada em Belém, onde se concentra a estrutura de comando da unidade, mantendo o legado iniciado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), criado no ano de 1993, e pelo Grupo de Pronto Emprego (GPE), em 2006. A criação da CORE foi resultado da modernização e padronização destas unidades de elite da Polícia Civil, integrando o legado tático e operacional de subunidades anteriores.
“Após expansão estratégica, a CORE inaugurou, em 2024, a Base Carajás, em Marabá, ampliando sua capacidade operacional e sua atuação no interior do Estado. A unidade foi criada com o objetivo de fortalecer a atuação da Polícia Judiciária em operações de alta complexidade, no enfrentamento ao crime organizado e em ações que exijam elevado preparo técnico e tático”, contou o delegado-geral da PCPA, Raimundo Benassuly.
A estruturação em uma Coordenadoria própria nasceu da necessidade de conferir uma resposta estatal técnica, célere e coordenada para intervenções de alta complexidade, notadamente as voltadas ao suporte especializado de investigações, ao enfrentamento ao narcotráfico e ao crime organizado em todo o estado.
Evolução histórica da CORE
A Coordenadoria unifica expertises para intervenções de alta complexidade e suporte estratégico às investigações. Sua estrutura sofreu modificações ao longo do tempo, com:
- Grupo de Operações Especiais/Táticas (GOE/GOT): Célula pioneira da atuação especializada na instituição. Foi criada em 1993, com foco no emprego de armas de guerra, negociação de reféns, operações em ambientes de selva e rapel, composta por policiais militares, civis e Corpo de Bombeiros.
- Grupo de Pronto Emprego (GPE): Surgiu como uma divisão técnico-operacional de disponibilidade imediata composta exclusivamente por PCs. Seu objetivo era a resolução de crises em todo o território paraense sob subordinação direta da Delegacia Geral.
Divisões da CORE
“ A CORE tem atuação na capital e no interior do Estado. Com a modernização, foram estabelecidas divisões táticas altamente especializadas, incluindo Operações Aéreas, Antibomba e a pioneira Base Carajás, instituída em 2024, expandindo a elite policial para o interior do estado”, contou o delegado Igor Freitas, titular da CORE.
Para ingressar no grupo de elite da PCPA, é necessário que o agente de segurança passe por um processo seletivo regido por edital, sob coordenação da Academia de Polícia Civil (Acadepol) e CORE.
“Além dos requisitos pessoais de saúde e probidade, o candidato deve ser aprovado no Teste de Aptidão Física (TAF), composto por várias etapas, e no Teste de Aptidão Técnica (TAT), além de passar por uma entrevista. Após a aprovação no teste físico, o candidato fica habilitado a iniciar o Curso de Operações Policiais (COP). Ministrado pela CORE, em parceria com a Acadepol, o curso tem duração média de 40 dias, com 400 horas de atividades, divididas em três fases: administrativa, rústica e técnica. A sua conclusão é requisito essencial para o policial civil integrar a CORE/PCPA.”, continuou o delegado Igor Freitas.
Missão e atribuições principais
As competências da CORE estruturam-se em três eixos principais de atuação tática:
- Intervenções de Alta Complexidade: Realizar progressão tática em ambientes confinados e abertos, além de patrulhamento especializado em áreas rurais e de selva, prestando apoio às unidades policiais no cumprimento de medidas cautelares de alto risco;
- Enfrentamento ao Crime Especializado: Atuar no combate ao narcotráfico, ao crime organizado e a grupos envolvidos em roubos bancários, inclusive em ambientes marítimos e fluviais, garantindo a aplicação da lei em todo o território paraense.
- Segurança Estratégica e Gestão de Crises: Atuar no gerenciamento de crises, contenção em presídios, escolta de autoridades e missões conjuntas com órgãos de segurança em situações de distúrbios civis.
“A CORE conta ainda com os setores de Aeronaves Não Tripuladas (UAS/Drones) e de Snipers, que auxiliam as operações com inteligência aérea e precisão tática. A excelência técnica é mantida pelo Setor de Instrução Tática, responsável pelo treinamento e padronização dos operadores, com uso de armamentos e equipamentos avançados”, ressaltou o delegado-geral da PCPA.
A unidade de elite é de fundamental importância para o bom andamento das ações operacionais desenvolvidas pela Polícia Civil.
“Durante o período de curso, os agentes de segurança pública são muito bem preparados para enfrentar quaisquer tipos de situações. No ano de 2012, eu participei e concluí o curso, quando a unidade ainda se chamava Grupo de Pronto Emprego (GPE). Fazer parte deste grupo de elite agregou ainda mais na minha carreira. A investigação não se encerra no Inquérito Policial, o policial civil tem diligência em campo e precisa estar apto a enfrentar situações adversas que possam surgir. Durante a Academia os policiais aprendem isso e na CORE é ainda mais aprimorado”, concluiu o delegado Raimundo Benassuly.
Para saber um pouco mais da história sobre a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), acesse o CORE - 150 ANOS .
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