O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, transformou o mês de junho em um período de celebração, acolhimento e fortalecimento dos vínculos entre pacientes, acompanhantes e equipes multiprofissionais. Com programação realizada em diferentes setores da instituição, as festividades juninas levaram música, danças, comidas típicas e momentos de integração para pessoas em tratamento de saúde, reforçando o compromisso da unidade com a humanização da assistência.
As ações envolveram pacientes da Clínicas Médica, Cirúrgica, Cardiológica, Obstétrica, Pediátrica, Psiquiátrica, Serviço de Terapia Renal Substitutiva (STRS), Serviço de Ambulatório Médico e UTIs Neonatal e Pediátrica. Mais do que celebrar uma das manifestações culturais mais tradicionais da região, as atividades buscaram proporcionar momentos de leveza e descontração para pacientes e familiares que enfrentam rotinas de consultas, tratamentos ou internações.
Acolhimento
No Serviço de Ambulatório Médico do HC, no bairro do Marco, em Belém, os usuários foram recebidos com apresentações culturais, comidas típicas e atividades recreativas enquanto aguardavam atendimento. A iniciativa integrou a programação junina desenvolvida pela unidade e contou com a participação de pacientes e profissionais.
Paciente do HC há mais de 30 anos, Eliete Leal, de 47 anos, moradora de Irituia, no nordeste paraense, aprovou a iniciativa e destacou a alegria proporcionada pela programação.
“Está muito lindo, adorei. A gente chega muitas vezes triste ou preocupado por causa da consulta e acaba se alegrando com tudo o que está acontecendo. É muito legal participar de um momento como esse”, relatou.
A coordenadora do Serviço de Ambulatório Médico, enfermeira Jaciara Cruz, ressaltou que as atividades contribuem para tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e aproximar pacientes e profissionais.
“Achamos muito importante proporcionar esses momentos para os pacientes enquanto aguardam atendimento. Queremos tornar o ambiente mais agradável e acolhedor, fortalecendo a humanização. Mesmo estando em acompanhamento médico, eles também precisam de momentos de alegria, convivência e descontração. Essas ações ajudam a aproximar pacientes e profissionais e tornam a experiência dentro do hospital mais leve”, afirmou.
Segundo ela, iniciativas voltadas ao acolhimento são realizadas regularmente pela equipe, fortalecendo o vínculo com os usuários e contribuindo para uma assistência cada vez mais humanizada.
Valor terapêutico da celebração
Para a psicóloga Ivone Barbosa, os momentos festivos desempenham papel importante no processo de hospitalização, especialmente para pacientes que permanecem afastados da rotina familiar e social.
“Esses momentos de integração, alegria e afeto entre pacientes, familiares e equipe multiprofissional trazem um diferencial para uma rotina que muitas vezes é difícil e dolorida. Como muitos pacientes não podem participar das festividades fora do hospital, nós trazemos essa vivência para dentro da instituição. São atividades que possuem um valor terapêutico muito importante durante o tratamento”, destacou.
A profissional explica que as ações ajudam a minimizar os impactos emocionais da internação, proporcionando experiências positivas e fortalecendo o bem-estar dos usuários durante o período de tratamento.
Alegria que faz parte do cuidado
Na Pediatria, as atividades ganharam ainda mais significado ao envolver crianças internadas em apresentações temáticas e momentos de descontração ao lado de familiares e profissionais.
Representando a Clínica Pediátrica, a estagiária de psicologia Mariana Esteves participou da programação e destacou a importância do cuidado humanizado no ambiente hospitalar.
“O ambiente hospitalar vai muito além dos procedimentos e tratamentos. O cuidado humanizado também faz parte da recuperação. Quando incluímos as crianças nesses momentos, ajudamos a transformar uma experiência que poderia ser lembrada apenas pela doença em uma lembrança marcada pelo acolhimento e pela alegria”, afirmou.
Segundo Mariana, proporcionar experiências positivas durante a internação contribui para que crianças e familiares enfrentem o tratamento de forma mais leve e acolhedora.
Texto: Kelly Barros (Ascom HC)
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