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Goiás perde uma cidade a cada cinco anos por mortes de motociclistas

Goiás perde uma cidade a cada cinco anos por mortes de motociclistas

12/09/2025 14h15 Atualizada há 7 meses atrás
Por: Redação
Goiás perde uma cidade a cada cinco anos por mortes de motociclistas

A cada cinco anos uma cidade inteira de Goiás deixa de existir, uma cidade do tamanho de Três Ranchos, Buriti de Goiás ou Aparecida do Rio Doce. Não por abandono ou algo parecido, mas sim por acidente com motociclistas. Em média, 600 vidas são perdidas por ano em acidentes envolvendo motos no estado. Para tentar pausar um pouco desses números que vem preocupando as autoridades, o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) lançou uma campanha a “No trânsito, a pressa deixa marcas“. O Observatório da Segurança Pública registrou 1.205 mortes de motociclistas entre 2023 e 2024, sendo 243 apenas no primeiro semestre de 2025 que representa quase 40% do total de mortes no trânsito no período.

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Entre as principais causas, está o excesso de velocidade, 60% das multas aplicadas no estado. Só em 2025, foram 2,1 milhões de autos de infração, com 1,33 milhão por velocidade acima do permitido. “A cada cinco anos nós dizimamos uma cidade. É algo extremamente grave. Estamos diante de uma calamidade pública. Hoje não estamos mais falando com a vítima do acidente. Estamos falando com a viúva.”, Afirmou o Delegado Waldir, Presidente do Detran-GO. Além das mortes, os milhares de motociclistas que ficam com sequelas permanentes. Sem números oficiais, estima-se que esse total seja quatro a cinco vezes maior que o número de óbitos. Só em 2025, mais de mil pessoas podem ter ficado gravemente feridas.

O custo disso também é elevado. “É um custo para o hospital, para a Previdência Social, e para a família. Um motociclista ativo, de repente, se torna um inválido em casa”, explica delegado Waldir.

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Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mostram que, no primeiro semestre de 2025:

  • Hugol (Goiânia): 1.948 motociclistas atendidos (73,18%)
  • Heapa (Aparecida): 736 motociclistas (73,82%), com custo estimado de R$ 4,1 milhões
  • HEJ (Jataí): 736 vítimas (77,55%), com gasto de R$ 3 milhões
  • HEF (Formosa): 478 motociclistas (56,77%)
  • Heana (Anápolis): 1.086 motociclistas (77,9%)

A campanha do Detran utiliza elementos simbólicos e emocionais. Um urso de pelúcia com capacete e membros engessados representa o risco do transporte inadequado de crianças em motocicletas. Há ainda relatos de pessoas com próteses e membros fixados por ferro, reforçando que muitos sobreviventes carregam sequelas para sempre.

Além da comunicação, o Detran atua com palestras, blitzes educativas e cursos de direção defensiva, por meio da Escola Pública de Trânsito. O Detran-GO também trabalha em parceria com a Goinfra e solicitou à Senatran a implantação da faixa azul entre Goiânia e cidades da região metropolitana, com financiamento próprio do órgão. O uso do celular ao pilotar motos também preocupa o Detran.

Apesar da gravidade, o Detran observa uma redução no número de mortes: “De 2023 para 2024, reduzimos 35 mortes. Em 2025, devemos fechar o ano com uma queda ainda mais significativa. Mas enquanto houver uma única morte no trânsito, vamos continuar preocupados”, conclui o delegado.

 

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