A busca por continuidade e expansão tem levado um número crescente de pequenas e médias empresas (PMEs) a considerar processos de fusões e aquisições (M&A). Em 2024, o Brasil registrou 1.582 operações desse tipo, segundo levantamento da KPMG, e mais de 90% dos negócios envolveram valores abaixo de R$ 200 milhões, de acordo com dados do portal Startups.
Segundo Lucas Mendes, CEO da Helping Hand, o êxito de uma negociação de M&A está diretamente ligado à condução do processo.
“Vender uma empresa não é apenas publicar um anúncio. É um projeto estratégico que exige diagnóstico, preparação, credibilidade e governança. Cada etapa influencia o valor final e a confiança entre as partes”, afirma.
O processo de M&A é composto por quatro etapas principais. A primeira é o diagnóstico e a preparação, fase em que a empresa passa por um valuation completo, ajustes financeiros e estruturais e uma análise de mercado. Em seguida, ocorre o roadshow e a negociação da venda, momento em que o negócio é apresentado a potenciais investidores e compradores qualificados, e as condições da transação começam a ser alinhadas.
Na terceira fase, conhecida como due diligence ou diligência, todas as informações da empresa são auditadas e validadas, garantindo transparência e segurança jurídica para ambas as partes. Por fim, acontece o fechamento da operação, quando os contratos são formalizados e a transferência do controle é concluída.
Mendes reforça que o preparo antecipado é um dos principais fatores de sucesso:
“Quando o empresário entende o processo e se prepara com antecedência, ele multiplica as chances de sucesso. O segredo está em tratar a venda como um projeto estratégico e não como uma decisão de última hora.”
Estudos da KPMG apontam que, entre as empresas que realizaram planejamento prévio e valuation profissional antes de iniciar o processo de venda, 68% conseguiram valores superiores às expectativas iniciais, demonstrando a importância de uma condução técnica e estruturada nas negociações de M&A.
A consultoria também destaca que os principais desafios enfrentados nas transações envolvem a concordância sobre o valuation (44%) e as dificuldades na due diligence (41%), fatores decisivos para o fechamento dos negócios.
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