Com o objetivo de combater a desigualdade sociais que dificulta a inserção de jovens no mercado de trabalho, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Instituto Papo Reto realizam nesta quarta-feira (10) uma Feira de Oportunidades na Vila Olímpica do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro .
A feira, que ficará aberta das 9h às 15h, é parceria com a plataforma 1MiO (1 Milhão de Oportunidades), projeto da Unicef com empresas privadas voltado para profissionalização de jovens em todo o país.
No Rio de Janeiro, o evento se propõe a integrar cerca de 1.200 jovens entre 14 e 29 anos ao mercado de trabalho, com acesso imediato a vagas com programas de estágio e oficinas de capacitação.
“A iniciativa é garantir que adolescentes e jovens tenham acesso a trabalho decente, entendendo que essa é uma condição de sonhar com alternativas e outros caminhos”, diz Joana Fontoura, oficial de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do Unicef no Brasil.
Durante a feira, os jovens poderão se conectar diretamente com empresas como Assaí Atacadista, Cedae, Firjan, Grupo RD, Nube, Riachuelo, Totvs e Yduqs, que vão fornecer informações e outros programas de inserção profissional. Haverá também atrações culturais, com Slam Sereno e Dj Seduty.
Na visão da organização, diminuir a desigualdade e traçar caminhos para oportunidades seguras é uma forma de garantir a quebra dos ciclos de violência entre os jovens.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a taxa de desemprego atinge cerca de 21% brasileiros entre 18 e 24 anos de idade. A situação se agrava em contextos de vulnerabilidade social e econômica.
A Feira de Oportunidades é realizada no Dia Internacional dos Direitos Humanos, e conta com a presença de entidades públicas como a Secretaria Especial da Juventude Carioca, Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria Municipal de Trabalho e Renda .
Para a Unicef e Instituto Papo Reto, a data é uma oportunidade para pensar a garantia de futuro dos jovens da periferia. “Proteger esses adolescentes e juventudes é proteger também o presente e o futuro, seja do território, do município. Então, acho que essa é uma mensagem que seria bastante importante”, finaliza Joana Fontoura.
*Estagiária sob supervisão de Tâmara Freire
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