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Geral Indústrias

Crise de mão de obra impulsiona construção modular

Escassez de trabalhadores e alta nos custos impulsionam sistemas industrializados em setores estratégicos no Brasil

11/06/2026 14h34
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Divulgação Cerne Construções
Divulgação Cerne Construções

O déficit de mão de obra qualificada na construção civil brasileira tem acelerado a busca por alternativas capazes de reduzir custos e garantir entregas dentro de cronogramas cada vez mais apertados. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, divulgada pelo portal g1, aponta que 82% das empresas do setor enfrentam dificuldade para contratar novos trabalhadores, o que já levou 21% delas a atrasar obras e 18% a rever preços.

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Além da escassez de profissionais, o aumento dos custos também tem pressionado o setor. Segundo o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), divulgado pelo IBGE, os preços da construção variaram 0,72% em abril de 2026, acumulando alta de 7,01% em 12 meses. O custo médio nacional chegou a R$ 1.946,09 por metro quadrado, puxado tanto por materiais quanto por mão de obra.

De acordo com o Engenheiro Marcelo Angelin, gerente comercial da Cerne Construções, a falta de trabalhadores vem impulsionando a procura por sistemas construtivos industrializados. "Para suprir a escassez de mão de obra, a solução são sistemas de rápida execução que demandam equipes menores e prazos reduzidos em comparação aos métodos convencionais. O excesso de profissionais em campo muitas vezes não é funcional e não garante a redução significativa dos prazos, como ocorre nas construções convencionais", afirma.

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Demandas específicas por setor

Segundo o gerente comercial, entre os segmentos que mais recorrem ao modelo estão mineração, concessionárias de rodovias, canteiros de obras, agronegócio, residências unifamiliares e multifamiliares verticais, devido às suas necessidades específicas.

Na mineração, os prazos curtos para início da operação exigem edificações rápidas e logística otimizada para locais de difícil acesso. Marcelo Angelin detalha que "as áreas de extração costumam ser isoladas, o que necessita de processos logísticos eficientes e cargas de fácil transbordo entre caminhões que atendem os diversos tipos de terrenos".

Já as concessionárias de rodovias precisam de bases operacionais com requisitos obrigatórios de início imediato, o que demanda soluções personalizadas e ágeis. "Cada contrato de concessão possui peculiaridades e cronogramas muito estreitos, exigindo estruturas modulares de rápida adaptação regulatória", relata.

"Nos canteiros de obras de grandes empreendimentos, a estrutura e a área de vivência precisam estar totalmente prontas e funcionando antes mesmo do início da construção principal. É um segmento que lida com prazos ainda mais reduzidos do que os convencionais e necessita de mobilização imediata", aponta o engenheiro.

Ele acrescenta que, no agronegócio, a demanda está ligada à adequação às normas legais e à velocidade do campo. O ritmo do produtor é ditado pela safra, que não pode esperar pelo tempo de uma obra tradicional, tornando o sistema modular indispensável para a expansão rápida das estruturas agrícolas.

"Nas residências unifamiliares e nas multifamiliares verticais, o mercado imobiliário habitacional busca o modelo industrializado para obter maior previsibilidade financeira e blindar os projetos contra os tradicionais atrasos e desperdícios de materiais do canteiro comum", afirma.

Angelin ainda explica que o processo de construção modular combina atividades realizadas em fábrica e no canteiro. No ambiente fabril, são desenvolvidos o projeto básico e executivo, a compra de materiais e a fabricação de peças como telhas, perfis e tesouras. Já no local da obra, as etapas incluem fundação, montagem das paredes e cobertura metálica, além das instalações elétricas, hidrossanitárias e de dados.

"Algumas etapas de produção ocorrem em paralelo às obras para agilizar o cronograma. Como a maior parte da cadeia é realizada pela própria empresa, é possível otimizar processos e reduzir a dependência de terceiros", informa.

Impacto nos custos e produtividade

A redução de equipes no canteiro também tem impacto direto nos custos operacionais. Segundo o gerente comercial, equipes menores e qualificadas aumentam a produtividade, facilitam a distribuição de tarefas, diminuindo custos com as mobilizações em diferentes regiões do país.

Para atender a esse cenário, a Cerne Construções desenvolveu um padrão de construção único de sistemas modulares pré-fabricados. Angelin ressalta que a tecnologia permite reduzir em até 50% a necessidade de equipes no canteiro e entregar edificações em até 60% menos tempo em comparação ao método convencional. "Para empresas que precisam iniciar operações em prazos curtos, a previsibilidade e a agilidade tornam-se diferenciais competitivos".

Angelin avalia que a tendência da industrialização deve se intensificar nos próximos anos. "O mundo está cada vez mais dinâmico e as empresas precisam de soluções rápidas para atender demandas imediatas. Muitas áreas de atividades específicas, como mineração e concessionárias de rodovias, não podem ficar paradas, porque tempo perdido significa prejuízo. As construtoras que entenderem e se adaptarem às necessidades do mercado vão se qualificar cada vez mais", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://cerneconstrucoes.com.br/

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