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Herói na estreia dos EUA na Copa, Balogun nasceu no país por acaso

Atacante é cidadão americano graças a regra criticada por Trump

13/06/2026 17h45
Por: Redação Fonte: Agência Brasil

Destaque na vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 1, o atacante Foralin Balogun representa o país nesta Copa do Mundo por um mero golpe do acaso. Autor de dois gols na partida desta sexta-feira (12), Balogun nasceu nos EUA apenas porque a companhia aérea impediu sua mãe, Florence, grávida de sete meses de retornar para a Inglaterra, onde morava.

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Sem poder voar, Florence e o marido, Ben, permaneceram em Nova York, onde Folarin nasceu no dia 3 de julho de 2001, obtendo assim a cidadania norte-americana. Poucas semanas após o nascimento, ele e os pais, de origem nigeriana, retornaram para a Europa.

A situação inusitada chama atenção já que o atacante, estreante na Copa do Mundo, jamais morou nos EUA ou defendeu um time do país.

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Criado na Inglaterra, Balogun iniciou sua carreira no futebol em Londres, onde vivem seus pais. Ele chegou ao Arsenal aos 8 anos de idade. Passou por todas as categorias, chegando a jogar pelas seleções de base da Inglaterra, e teve sua estreia profissional em 2020.

Ainda em solo inglês, jogou também pelo Middlesbrough antes de ir para a França defender o Reims, onde explodiu para o mundo na temporada 2022-23, marcando 21 gols na Ligue 1 francesa. De lá foi para o Monaco, seu clube atual, onde brilha, após uma transferência de cerca de €40 milhões em 2023.

Ainda em 2023, Balogun optou por exercer seu direito de cidadania e defender os EUA. Consagrado em sua estreia na Copa de 2026, a história do "americano por acidente" chama atenção ainda mais, em razão das políticas migratórias restritivas adotadas pelo governo de Donald Trump.

“Bebê âncora”

Uma delas é a forte oposição ao conceito de cidadania por direito de nascimento, chamada pejorativamente pelo atual governo de "bebês âncora". Em janeiro, de 2025, Trump assinou uma ordem executiva para acabar com a cidadania por nascimento de filhos de pais que não estão em situação regular no país.

A medida foi contestada por juristas que entraram na Justiça contra a ordem de Trump. Dois meses depois, em março, o governo pediu à Suprema Corte que permita que as restrições à cidadania por direito de nascença entrem em vigor parcialmente enquanto as disputas legais na Justiça ainda se desenrolam.

Se as propostas radicais de restrição migratória estivessem em vigor em 2001, o destino de Balogun teria sido completamente diferente e a seleção norte-americana não contaria com sua estrela principal.

Artilharia

A estreia de Balogun na seleção sob o comando de Mauricio Pochettino foi de gala, no estádio localizado na região de Los Angeles, na Califórnia (EUA).

Na vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai que abriu o Grupo D, o camisa 20 marcou dois gols ainda no primeiro tempo, garantindo a artilharia provisória do torneio.

Em uma Copa do Mundo com traços nítidos de preconceito do governo do EUA a estrangeiros, com recusa de vistos a atletas , integrantes de delegação, torcedores e até a um árbitro da Somália , sobra espaço ao menos para uma ironia. O grande herói dos Estados Unidos só tem de estadunidense um pedaço de papel que atesta seu local de nascimento. Nada o conecta ao povo que Trump tanto celebra. Na verdade, o liga intimamente aos estrangeiros que o presidente insiste em repelir.

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