Com investimentos de R$ 3,4 bilhões em 2025 e estimativa de geração de mais de 60 mil empregos no estado de São Paulo, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) divulga o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025. O documento reúne indicadores sobre os impactos econômicos, sociais e urbanos da política habitacional desenvolvida pela companhia em diferentes regiões paulistas.
A atuação da CDHU é sustentada por uma característica histórica da política pública paulista que é a continuidade dos investimentos em habitação com recursos do Tesouro Estadual. Atualmente, a companhia já atendeu 631 dos 645 municípios paulistas, o equivalente a 98% do estado, com reflexos no desenvolvimento urbano e na ampliação do acesso à moradia.
Além do investimento público, a CDHU mantém capacidade própria de reinvestimento. A companhia arrecada mais de R$ 1 bilhão por ano por meio de sua carteira de financiamentos, mesmo tendo como público majoritário famílias com renda de até três salários mínimos.
Os investimentos também movimentam a economia e geram empregos em diferentes regiões do estado. De acordo com estimativas baseadas na Matriz de Insumo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e em indicadores da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), cada R$ 1 milhão investidos na construção civil geram, em média, 18,31 postos de trabalho. Considerando os R$ 3,4 bilhões investidos pela CDHU em 2025, a estimativa é de cerca de 61,3 mil empregos gerados em todo o estado, entre vagas diretas, indiretas e induzidas.
O impacto é especialmente percebido em municípios de pequeno e médio porte, onde a implantação de empreendimentos habitacionais contribui para o aumento da renda local, o fortalecimento do comércio e a movimentação de serviços.
O relatório também destaca a política de subsídios habitacionais da companhia. Em dezembro de 2025, cerca de 104 mil contratos ativos contavam com subsídios aplicados às condições de financiamento, reduzindo o valor das prestações para as famílias atendidas. A medida busca preservar a capacidade de pagamento dos mutuários e ampliar a renda disponível para despesas essenciais, como alimentação, saúde e educação.
A sustentabilidade financeira da política habitacional também é reforçada pela diversificação das fontes de recursos. O modelo reúne, além de investimentos do Tesouro Estadual, recursos do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS), receitas próprias da carteira de financiamentos e captações específicas.
Nas operações de Carta de Crédito Associativo (CCA), por exemplo, o repasse destinado às despesas operacionais da CDHU gerou receita acumulada de R$ 83,5 milhões até dezembro de 2025. Em parte das modalidades habitacionais, os valores pagos pelos mutuários retornam periodicamente ao FPHIS, permitindo novos investimentos e contribuindo para a continuidade da política pública habitacional no estado.
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