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‘Diário da Manhã’: Cristiane Marques destaca metas e perspectivas em sua gestão na DPE-MA

Gestora disse que dará continuidade às ações voltadas à ampliação do acesso à Justiça, promoção dos direitos humanos e ao fortalecimento das políti...

16/06/2026 14h26
Por: Redação Fonte: ALEMA
O apresentador Ronald Segundo entrevistou a defensora-geral Cristiane Marques, que falou sobre seus projetos à frente da DPE-MA
O apresentador Ronald Segundo entrevistou a defensora-geral Cristiane Marques, que falou sobre seus projetos à frente da DPE-MA

Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos

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São Luís enfrenta atualmente um expressivo aumento nos casos de síndromes gripais, cenário que exige atenção e cuidados redobrados para evitar complicações. O tema foi destaque, nesta terça-feira (16), no programa Café com Notícias, que recebeu a médica intensivista Ellen Bentivi, do Hospital Natus Lumini, para esclarecer dúvidas sobre os vírus em circulação, formas de prevenção e tratamento.

Durante a entrevista com a apresentadora Elda Borges, a especialista destacou que cerca de 40% da população da capital maranhense apresenta algum sintoma relacionado a gripe ou resfriado. Segundo ela, a cidade vive um pico endêmico de doenças respiratórias, tornando fundamental a identificação correta dos sintomas para que o paciente busque o atendimento adequado.

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A médica explicou que o resfriado comum costuma se manifestar por sintomas localizados nas vias aéreas superiores, como coriza, coceira no nariz, tosse leve e dor de garganta. Já a síndrome gripal apresenta sinais mais intensos, incluindo febre, dores musculares e dores nas articulações, podendo evoluir para quadros mais graves.

Entre os principais vírus em circulação no país estão o Influenza A, Influenza B, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em São Luís, o Influenza A responde por mais da metade dos casos registrados de síndromes gripais.

Evolução para síndrome

A principal preocupação dos especialistas é a possibilidade de evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição que pode comprometer severamente a capacidade pulmonar do paciente, exigindo internação hospitalar e até suporte ventilatório em unidades de terapia intensiva.

A médica Ellen Bentivi ressaltou a importância do diagnóstico precoce, especialmente nos casos de Influenza. Ela explicou que existe tratamento antiviral específico, o Oseltamivir, conhecido comercialmente como Tamiflu, que apresenta melhores resultados quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, podendo ser utilizado até o quinto dia da doença.

Os grupos mais vulneráveis às complicações incluem idosos, gestantes, crianças menores de 5 anos e pessoas imunocomprometidas. No entanto, a médica alertou que qualquer pessoa com sintomas gripais deve procurar diagnóstico para evitar a transmissão do vírus a indivíduos mais suscetíveis.

Exames

Sobre os exames disponíveis, a especialista destacou que os testes rápidos, facilmente encontrados em farmácias, possuem menor sensibilidade e podem apresentar resultados falso-negativos. Para maior precisão, a recomendação é a realização do teste de PCR molecular, considerado o método mais confiável para identificar o agente causador da infecção.

A entrevista também abordou os cuidados necessários durante o período chuvoso e as festividades juninas. Segundo a médica, o aumento dos casos não está relacionado diretamente à chuva, mas sim à maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação, favorecendo a transmissão dos vírus.

A orientação é que pessoas com sintomas gripais evitem participar de festas, eventos e aglomerações, permanecendo em isolamento por pelo menos sete dias. Caso precisem sair de casa, devem utilizar máscara e reforçar a higienização das mãos.

Vacina

Por fim, a intensivista reforçou que a vacinação anual continua sendo a principal ferramenta de prevenção contra as formas graves da doença. Embora a vacina não impeça totalmente a infecção, ela reduz significativamente o risco de hospitalizações e mortes, especialmente entre os grupos de maior vulnerabilidade. “A vacinação salva vidas e continua sendo a medida mais eficaz para evitar complicações graves causadas pelos vírus respiratórios”, concluiu a especialista.

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