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Geral INCLUSÃO

Governo do Pará realiza evento para escuta ativa de famílias neurodivergentes

Primeira edição do ‘Bora Conversar?’ reuniu dezenas de famílias atípicas na Cabanagem

18/06/2026 08h43
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Evento ’Bora Conversar?’ reuniu representantes do poder público e da sociedade civil organizada na Usina da Paz Cabanagem

A Secretaria de Saúde do Pará realizou, nesta quarta-feira (17), a primeira edição do “Bora conversar?”, um evento criado para que pessoas neurodivergentes e famílias atípicas possam se manifestar suas demandas, ouvir o planejamento estratégico estadual para a pauta, em questão, e sugerir políticas públicas que atendam às suas necessidades.

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A programação reuniu representantes da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (CEPA) do Governo do Pará, e dezenas de mães, pais, responsáveis e pessoas neurodivergentes, representantes da sociedade civil organizada, no encontro realizado na Usina da Paz da Cabanagem.

“Criamos o ‘Bora conversar?’ para ser um momento de troca, em que o estado escute a comunidade para melhor atendê-la. Trabalhamos desenvolvendo políticas públicas para atender a população TEA, e entendemos que as pessoas para quem trabalhamos devem ser parte ativa deste processo, manifestando seus interesses e anseios ao mesmo tempo em que apresentamos nossas metas e projetos que serão desenvolvidos pelo estado em um futuro próximo”, explica Flávia Marçal, coordenadora da CEPA

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Uma das pessoas presentes no evento era Leidiane Silva, mãe de uma menina de dois anos e 9 meses, que, no mês de abril, recebeu o diagnóstico de TEA. “Particiar desta reunião, para mim, que recebi o laudo da minha filha em 29 de abril, é falar que comecei a ter informações e conhecimento de uma forma clara, transparente, e também ajuda",disse ela.

"Foi como abrir uma nova visão relacionada ao autismo em relação ao acesso a direitos e o que eu posso contribuir não só para a minha filha, mas também para outras mães e outras crianças que também têm o diagnóstico", acrescentou Leidiane Silva.

Ela afirmou que é importante o diálogo "porque hoje a gente vê uma sociedade que não tem tanta inclusão, e quando nós mães recebemos o laudo de um filho ou de uma filha diagnosticando TEA, TDH, TOD ou outra condição, o que acontece? Nós também somos excluídas dessa sociedade, nós somos excluídas do nosso meio familiar, somos excluídas dos nossos amigos, então ter encontro como esses nos leva a um momento que a gente passa a ver outras dores, a gente passa a ter uma roda de conversa onde a gente pode só ter uma luz, uma ideia, um conforto, um abraço, muitas das vezes das pessoas que a gente nunca conheceu na vida, mas que naquele momento se tornaram tão importante por dividir o que passa e por também nos entender”.

“Avaliamos que esta primeira edição do ‘Bora Conversar?’ foi um sucesso, pretendemos repetir a fórmula mais vezes para ter um canal de diálogo permanente com a comunidade, pois desta desta forma vamos conseguir aprimorar nossos processos e serviços, criando soluções para as questões enfrentadas pelas famílias atípicas em seu dia a dia”, conclui a coordenadora Flávia Marçal.

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