A carne de frango, o ovo e frutas como laranja e maçã ficaram mais baratos no Rio Grande do Sul em maio. É o que mostram os dados do último Boletim de Preços Dinâmicos , publicação do governo do Estado, realizada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), que acompanha a variação de preços dos 80 itens mais consumidos pelas famílias na alimentação no domicílio. O levantamento mensal é elaborado com base nas notas fiscais emitidas pelo varejo e pelo atacado ao longo do mês.
Apesar do recuo do custo médio do grupo de frutas e bebidas, o Preço da Cesta de Alimentos da Receita Estadual (PCA-RE), que contempla todos os itens levantados, teve uma alta de 1,44% no último mês. O valor da cesta chegou a R$ 300,54 na média estadual, impulsionado pela alta das hortaliças (20,48%) e dos açúcares, doces e produtos de confeitaria (4,05%). Esse é o maior patamar registrado pela PCA-RE nos últimos 12 meses.
A maior alta ocorreu na região da Serra, onde o valor da cesta ficou em R$ 314,78 após elevação de 1,95% em maio. A Região Metropolitana também registrou aumento no custo dos alimentos, com crescimento médio de 1,75%, chegando a R$ 306,67. Apenas duas regiões assinalaram recuo no preço do indicador, que foram Rio da Várzea e Alto Jacuí.
Frutas registram as maiores quedas de preço
Entre os itens pesquisados, a maior queda foi registrada pela laranja, cujo preço recuou 23,16%, passando a custar, em média, R$ 5,99 o quilo. Entre as frutas, também houve redução nos preços da maçã e do mamão, que ficaram cerca de 5% mais baratos, sendo encontrados por R$ 8,99 e R$ 9,49, respectivamente.
As proteínas de frango também apresentaram recuo em maio. O peito passou a custar, em média, R$ 18,98, com queda de 4%, e a coxa teve redução de 5%, chegando a R$ 8,49. O leite integral, após registrar fortes altas nos últimos meses, apresentou leve recuo de 0,8%, sendo comercializado a um preço médio de R$ 4,85.
No sentido oposto, os maiores aumentos de preços foram observados na batata (75,22%), no tomate (37,79%) e no chuchu (28,27%). A batata, inclusive, lidera o ranking de maior alta acumulada em 2026, com avanço superior a 105% e preço médio de R$ 6,99 o quilo. Na sequência, aparece a cenoura, que acumula inflação de 100% nos cinco primeiros meses do ano e foi encontrada, em média, por R$ 8,99 o quilo.
Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz
Edição: Secom
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