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Prefeitura do Rio começa implantação do Corredor Azul

Como parte das celebrações do Mês do Meio Ambiente, a Prefeitura do Rio anunciou, neste domingo (28/06), o início da implantação do Corredor Azul, ...

28/06/2026 16h41
Por: Redação Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ
Decreto assinado cria duas novas unidades de conservação: REVIS das Florestas de Jacarepaguá e a APA das Lagoas de Jacarepaguá - Vladimir Fernandes/Secretaria de Meio Ambiente e Clima
Decreto assinado cria duas novas unidades de conservação: REVIS das Florestas de Jacarepaguá e a APA das Lagoas de Jacarepaguá - Vladimir Fernandes/Secretaria de Meio Ambiente e Clima

Como parte das celebrações do Mês do Meio Ambiente, a Prefeitura do Rio anunciou, neste domingo (28/06), o início da implantação do Corredor Azul, com duas novas Unidades de Conservação na cidade: o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. O decreto que oficializa as novas UCs será publicado nos próximos dias no Diário Oficial.

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O prefeito Eduardo Cavaliere destacou o compromisso da Prefeitura com a conservação da natureza na cidade.

— Acabamos de assinar o REVIS das Florestas de Jacarepaguá, que se une à incrível Floresta da Tijuca, garantindo uma área enorme de preservação. E também assinamos a APA das Lagoas de Jacarepaguá, iniciando a criação desse Corredor Azul de conexão entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e outras áreas preservadas da cidade. Isso é fruto de muita mobilização da sociedade, da luta de movimentos sociais e também de decisão política e de um governo que se planeja para preservar o meio ambiente — , destacou Cavaliere.

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Secretária de Meio Ambiente e Clima, Lívia Galdino detalhou o processo até a oficialização do REVIS das Florestas de Jacarepaguá e da APA das Lagoas de Jacarepaguá:

— A Secretaria de Meio Ambiente e Clima entende que a população do Rio de Janeiro quer uma cidade mais arborizada e protegida. A proposta da criação de novas Unidades de Conservação nasceu no Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e, a partir daí, a SMAC entendeu quais eram as áreas prioritárias e os estudos começaram a ser feitos. Então, a biodiversidade desse local e a importância dele como corredor ecológico foram sinalizadas e a sociedade civil foi consultada —, explicou.

A implantação das novas UCs, conforme definido na Lei Federal 9.985/2000, representa uma importante ação de enfrentamento às mudanças climáticas ao preservar áreas representativas do bioma Mata Atlântica na cidade. Juntos, o REVIS e a APA totalizam mais de 2,6 mil hectares.

Desde 2017, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima estuda áreas prioritárias para a implantação de unidades de conservação. Como parte desse processo, criou, em 2021, a Gerência de Planejamento e Proteção Ambiental (GGPA). Em 2022, impulsionada pela mobilização da sociedade civil, iniciou estudos para proteger a floresta do entorno do Maciço da Tijuca. Em 2024, o trabalho foi ampliado com a proposta do Corredor Azul, que contempla áreas protegidas ligando os maciços da Tijuca e da Pedra Branca por meio do Sistema Lagunar de Jacarepaguá. Em agosto de 2025, o projeto foi submetido à consulta pública, cumprindo mais uma etapa para a instituição das UCs.

Após a publicação no Diário Oficial, os próximos passos serão a implementação da gestão das unidades e a elaboração do Plano de Manejo, documento que orienta a gestão de uma unidade de conservação. O plano define as normas para o uso dos recursos naturais e a ocupação do território, considerando a complexidade dos ecossistemas, os processos naturais e as interferências humanas. Também estabelece ações voltadas ao cumprimento dos objetivos das áreas protegidas, além de identificar as melhores práticas para mitigar danos ambientais e promover a conservação de longo prazo.

REVIS e APA: entenda as nomenclaturas

O objetivo do REVIS é proteger ambientes naturais para garantir as condições de existência ou reprodução de espécies e comunidades da flora e da fauna. O REVIS das Florestas de Jacarepaguá se soma ao Parque Nacional da Tijuca e às demais áreas protegidas da Baixada de Jacarepaguá na preservação da Mata Atlântica.

Já a Área de Proteção Ambiental tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. A APA das Lagoas de Jacarepaguá permite que as atividades desenvolvidas no local sigam regras definidas com base nos princípios do desenvolvimento sustentável.

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