Em 2 de julho, Alagoinhas completa 173 anos de emancipação política. A data marca a instalação da primeira Câmara Municipal, em 1853, mas a história da cidade começou muito antes disso.
Nos fins do século XVIII, uma pequena capela dedicada a Santo Antônio reuniu ao seu redor as primeiras famílias que dariam origem ao município. O próprio nome Alagoinhas nasceu da água: das lagoas e dos rios que marcaram a formação da região, como o Sauípe, o Catu, o Subaúma e o Quiricó. Não é apenas uma referência poética. Alagoinhas é, literalmente, uma cidade que brotou da água.
Décadas depois, foi a chegada da ferrovia que transformou a história local. Os trilhos trouxeram desenvolvimento, conectaram a cidade ao restante da Bahia e fizeram de Alagoinhas um dos mais importantes entroncamentos ferroviários do estado. O movimento dos trens impulsionou o comércio, atraiu novos moradores e ajudou a moldar a identidade de uma cidade acostumada a crescer olhando para frente.
Já no século XX, a descoberta de petróleo consolidou a vocação econômica do município. A força da indústria, somada ao comércio e ao setor de serviços, transformou Alagoinhas em uma referência regional e em um dos principais polos de desenvolvimento do interior baiano.
Hoje, aos 173 anos, Alagoinhas é a maior cidade do agreste e litoral norte da Bahia, exercendo influência econômica e social sobre dezenas de municípios da região.
Essa trajetória continua sendo construída todos os dias pela força do seu povo e pelos investimentos que ajudam a preparar a cidade para o futuro.
Na saúde, a ampliação do Centro Municipal de Cirurgias Eletivas já ultrapassa a marca de 2 mil procedimentos realizados, além da expansão da atenção básica, novas unidades de saúde e ampliação da oferta de exames e especialidades.
Na educação, os avanços incluem a inauguração da Escola do Campo, crescimento dos indicadores de alfabetização, ampliação do ensino em tempo integral e investimentos em novas escolas e creches.
O desenvolvimento econômico também segue em expansão, com a chegada de novos empreendimentos, atração de investimentos, fortalecimento da atividade industrial e geração de empregos.
A cidade também vive um momento de transformação urbana, com obras de pavimentação, drenagem, saneamento, mobilidade e requalificação de espaços públicos em diferentes regiões.
Mas os 173 anos de Alagoinhas não se resumem a números, obras ou estatísticas.
Eles representam a história de um povo que transformou lagoas em cidade, trilhos em desenvolvimento, petróleo em oportunidades e trabalho em identidade.
Uma cidade que cresceu sem perder suas raízes.
Que honra sua história sem deixar de olhar para o futuro.
E que continua encontrando na força da sua gente a principal razão para seguir avançando.
Parabéns, Alagoinhas.
173 anos de história.
173 anos de orgulho.
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