Agência Assembleia / Foto: Wesley Ramos
A advogada especialista em Direito Ambiental e professora universitária Lorena Saboya foi a entrevistada do programa Café com Notícias, da TV Assembleia, desta sexta-feira (3). Durante a conversa, ela falou sobre a experiência de integrar a lista tríplice para a escolha de desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Maranhão (OAB-MA), e ressaltou os desafios enfrentados pelas mulheres na ocupação de espaços de liderança no sistema de Justiça.
Lorena explicou que o processo de escolha passou por mudanças importantes nesta edição, com a participação direta da advocacia maranhense na primeira etapa da votação. Segundo ela, a medida ampliou a representatividade e fortaleceu a legitimidade da seleção. “Foi a primeira vez que os próprios advogados participaram da escolha. Isso tornou o processo mais democrático e aproximou profissionais de todas as regiões do estado”, afirmou.
A advogada detalhou as etapas da seleção, iniciada com 48 candidatos. Após votação da advocacia, foram definidos 12 nomes, que passaram pela análise do Conselho da OAB para a formação da lista sêxtupla encaminhada ao Tribunal de Justiça. Em seguida, os desembargadores escolheram a lista tríplice, enviada ao governador do Estado para a nomeação.
Desafios
Durante a entrevista, Lorena Saboya também abordou os desafios enfrentados pelas mulheres que disputam espaços de destaque no meio jurídico. Segundo ela, além da qualificação técnica, muitas vezes é necessário demonstrar constantemente a própria capacidade.
“A mulher ainda enfrenta desafios culturais e precisa provar, muitas vezes em dobro, sua competência. Escolhi apresentar minha trajetória construída na advocacia, na pesquisa e na docência como forma de mostrar essa preparação”, destacou.
Professora universitária há quase duas décadas, Lorena afirmou que pretende utilizar sua experiência para incentivar outras mulheres a ocuparem espaços de liderança.
“O mais importante é mostrar que é possível chegar. Espero que essa caminhada inspire outras mulheres a acreditarem na própria capacidade e participarem de processos como esse”, disse.
Ao final da entrevista, a advogada reforçou que pretende continuar atuando na advocacia especializada em Direito Ambiental e incentivando a participação feminina em diferentes áreas do conhecimento e da Justiça.
O programa também esclareceu aos telespectadores como funciona o Quinto Constitucional, mecanismo previsto na Constituição Federal que reserva parte das vagas nos tribunais para membros da advocacia e do Ministério Público, ampliando a pluralidade na composição do Poder Judiciário.
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