Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (2), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Partido Novo) fez duras críticas ao Governo do Estado diante do que classificou como um “momento delicado” vivido pelo Acre nas mais diversas áreas, especialmente na questão fundiária, na saúde, educação e no tratamento dado aos servidores públicos.
Ao mencionar as recentes operações do ICMBio contra produtores rurais no interior do estado, Jarude classificou as ações como “truculentas, desproporcionais e ilegais” e cobrou um posicionamento firme do Executivo estadual.
“O governo do Acre não deu nenhuma declaração, não falou sobre o assunto e está deixando os acreanos tomarem uma pia calada. Isso não pode acontecer”, afirmou o parlamentar. “Se uma operação dessas acontecesse em São Paulo ou Minas, os governadores reagiriam. Mas aqui, prevalece o silêncio. Parece até que têm medo de se posicionar contra o governo federal”.
O deputado também estendeu suas críticas à condução da política salarial dos servidores públicos. Segundo ele, diversas categorias têm buscado diálogo com o governo para avançar em pautas de reajuste e benefícios, mas não têm recebido resposta.
“A desculpa é sempre a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas quando foi para aumentar cargos comissionados ou criar novas secretarias, essa justificativa não foi usada. Quem mais precisa, que são os servidores, é quem está ficando para trás, perdendo poder de compra com a inflação e sem qualquer ganho real”, apontou Jarude.
Ele destacou que, diante da falta de reajuste, os servidores agora tentam negociar pelo menos o aumento ou a criação de um auxílio-alimentação. “É uma tentativa desesperada, e mesmo assim o governo continua em silêncio”, lamentou.
Jarude também criticou a situação da saúde pública, citando um caso recente de uma recém-nascida que sofreu queimaduras por falta de equipamentos básicos em uma unidade hospitalar. “É inadmissível que isso aconteça. A temperatura da água sequer foi aferida corretamente. Isso mostra o grau de descaso e amadorismo com que a saúde pública está sendo tratada”, disse.
O parlamentar finalizou o pronunciamento relembrando episódios na área da educação, e anunciou que apresentará, na próxima semana, os resultados de uma fiscalização feita em contratos e gastos da Secretaria de Educação.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
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