Durante sessão na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira (2), o deputado André Vale (Podemos) destacou dois temas de grande relevância: os avanços na informatização da Vigilância Sanitária Estadual e a mobilização em torno da audiência pública marcada para o dia 11 de julho, que tratará dos impactos dos embargos ambientais sobre os produtores rurais acreanos.
O parlamentar iniciou seu pronunciamento parabenizando a deputada Antonia Sales (MDB) que presidia os trabalhos do dia, destacando a importância da representatividade feminina no comando do Legislativo. Em seguida, relatou uma visita recente feita à Secretaria Estadual de Saúde, onde foi recebido pelo secretário Pedro Pascoal e sua equipe.
“Quero agradecer a recepção e parabenizar toda a equipe pela digitalização da Vigilância Sanitária Estadual. Essa informatização tem feito a diferença, especialmente para os donos de farmácia do interior, que antes precisavam vir até a capital para entregar documentação”, afirmou.
Segundo André Vale, com a nova ferramenta digital, farmácias de municípios isolados como Santa Rosa do Purus, Jordão, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo agora conseguem enviar documentos e relatórios mensalmente pela internet, facilitando a comunicação com a Vigilância e cumprindo exigências da legislação, como a portaria 344, que trata do controle de medicamentos antibióticos e psicotrópicos.
“Com essa tecnologia, tanto os proprietários quanto os profissionais farmacêuticos ganham. A documentação agora chega online, e isso melhora o controle sanitário e facilita o trabalho de todos”, explicou.
O segundo ponto abordado por Vale foi a mobilização em torno da audiência pública do dia 11 de julho, que discutirá os impactos dos embargos ambientais considerados abusivos por parlamentares e representantes do setor produtivo.
“Quero parabenizar todos os órgãos e parlamentares envolvidos. Essa é uma pauta urgente. Estou vendo a história se repetir. No meu primeiro mandato, como presidente da Comissão de Legislação Agrária, enfrentei um caso semelhante com famílias do Seringal Capatará, que fica ali entre Plácido de Castro e Capixaba. Naquela época conseguimos algumas vitórias, mas agora vemos novamente famílias tendo seus bens apreendidos”, recordou.
Para o parlamentar, mesmo que a questão tenha origem em Brasília, é fundamental que o Acre una forças para dar visibilidade nacional ao problema.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Ismael Medeiros
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