O Acordo Global sobre Plásticos é uma iniciativa da Assembleia das Nações Unidas, aprovada em 2022. Desde então, os países signatários buscam formas de reduzir o consumo de plásticos e promover um uso mais sustentável do material. A coalizão é formada por empresas de toda a cadeia de valor do plástico, instituições financeiras e organizações não governamentais (ONGs).
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a sociedade produz cerca de 460 milhões de toneladas de lixo por ano, e esse número pode triplicar até 2060 se nenhuma mudança for adotada.
Os efeitos desse excesso já são visíveis, como a poluição plástica marinha, que aumentou dez vezes desde 1980 e afeta ao menos 267 espécies animais, segundo a própria ONU.
No Brasil, o cenário é ainda mais preocupante: somente 1,3% do material passa por esse processo, segundo pesquisa da ONG americana Center for Climate Integrity, divulgada no Jornal da USP em 2024.
Para o doutor em Educação e Sustentabilidade e coordenador pedagógico do Movimento Circular, Edson Grandisoli, os dados chamam a atenção para a urgência na busca de soluções reais que envolvam mudanças estruturais nos sistemas de produção, consumo e descarte e de comportamento da população.
“Produtos feitos com materiais reciclados estão se popularizando e mostram que práticas sustentáveis podem se tornar mais acessíveis à medida que são adotadas em alta escala”, salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
O plástico é amplamente utilizado e apresenta alta capacidade de poluição, devido à sua lenta decomposição. As embalagens de plástico convencionais são responsáveis por grande parte dos resíduos sólidos, especialmente nas áreas urbanas e praias, onde as garrafas de água são consumidas em massa.
A crescente preocupação com os impactos ambientais das embalagens plásticas tem impulsionado a busca por alternativas. Entre elas, as embalagens biodegradáveis e recicláveis de água têm se destacado como uma solução promissora para reduzir a poluição e o consumo excessivo de plásticos de uso único.
“O fim da poluição por plástico deve vir a partir de uma visão abrangente de economia circular para o setor. O problema não está no plástico em si, mas na maneira como ele é utilizado e descartado”, conclui Vininha F. Carvalho.
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