Na quarta-feira (03), o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, localizado no Porto Futuro II, em Belém, recebeu a visita de representantes de diversos segmentos ligados à sustentabilidade e à economia verde . A atividade integrou o segundo dia do “Roteiro Sustentável – Amazônia: Território da COP30”, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), e contou com a participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), que gerencia o local.
A visita ao espaço foi coordenada pela secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, e teve como objetivo apresentar o projeto do parque, que será um centro de articulação entre ciência, economia start up e comunidades tradicionais, voltado à fomentar um ambiente inovador e promotor da escalabilidade de soluções bioeconômicas.
Durante o evento, Camille destacou que “o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia é uma resposta concreta do Pará à urgência climática e ao compromisso com uma transição justa. Nosso objetivo é mostrar que é possível aliar desenvolvimento econômico à preservação ambiental, valorizando os saberes locais e promovendo inclusão produtiva. A bioeconomia é uma das grandes oportunidades para a Amazônia e queremos que esse espaço se torne um símbolo de cooperação entre ciência, comunidades e setor produtivo”.
O Parque está sendo estruturado para reunir, em um só local, iniciativas empreendedoras, pesquisas científicas e produtos da bioeconomia amazônica, com foco no desenvolvimento sustentável e na geração de renda para os povos da região. A proposta é que o local funcione como uma vitrine permanente da Amazônia inovadora, promovendo conexões entre investidores, pesquisadores, governos e populações tradicionais.
Durante a visita, os participantes conheceram a proposta arquitetônica do espaço, os eixos temáticos que irão nortear o funcionamento do Parque.
Marina Grossi, presidente do CEBDS e enviada do setor privado para a COP30, explicou que “é diferente falar da floresta de dentro de um escritório e vivenciá-la in loco — aqui, percebemos um ecossistema rico, com iniciativas que nem sempre buscam escala, mas sim equilíbrio com a natureza. Essa realidade exige uma lógica diferente da indústria tradicional. A floresta tem uma riqueza cultural, científica e econômica imensa — ainda há muito a ser descoberto em áreas como fármacos e cosméticos, por exemplo. Visitar o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, que estará pronto até a COP30, mostra um projeto com princípios corretos, conectado com a diversidade local e focado na junção de ciência, tecnologia, desenvolvimento socioeconômico e valorização das comunidades”.
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