A Secretaria das Mulheres do Piauí (Sempi) e o Instituto Federal do Piauí (IFPI), por meio do Polo de Inovação (INOVAIFPI), consolidaram uma parceria para o fortalecimento do projeto “Maria da Penha nas Escolas: Educação pela Vida das Mulheres”, nessa quarta-feira (2). A iniciativa visa prevenir a violência contra mulheres e meninas no ambiente escolar, por meio da formação de educadores e da disseminação de informações sobre direitos, proteção e rede de apoio.
A reunião contou com a participação da coordenadora de Educação e Cultura da Sempi, Erika Ruth, e do diretor do INOVAIFPI, professor Gilvan Moreira. Juntos, definiram um plano de ação que inclui a capacitação de profissionais da educação do instituto, além da produção e circulação de materiais educativos voltados para a comunidade estudantil, abordando a Lei Maria da Penha, o enfrentamento à violência de gênero e os canais de denúncia e acolhimento.
Participaram também da articulação os professores Alisten Chaves, Robson Alves e Louise Tatiane, responsáveis por projetos voltados à educação de jovens e adultos e à integração com empresas. Um dos pilares da parceria é justamente a promoção da autonomia econômica de mulheres formadas pelo IFPI, por meio da criação de pontes entre a formação técnica e o mercado de trabalho.
A proposta do projeto já vem sendo aplicada em diferentes municípios do estado. O Maria da Penha nas Escolas foi realizado na Escola Família Agrícola (EFA) de São João do Arraial, no Centro de Educação em Tempo Integral (Ceti) de Domingos Mourão, e nas escolas da comunidade Cachoeirinha, também em Domingos Mourão. Além disso, a Sempi tem utilizado mensalmente o Canal Educação da Seduc como espaço para a realização de palestras e rodas de conversa sobre o enfrentamento às violências de gênero.
No mês de agosto, o projeto chegará à EFA da FUNACI, ao IFPI em Teresina e novamente ao Canal Educação, ampliando o alcance da proposta junto às juventudes urbanas e rurais.
“A proposta é fazer da educação uma ferramenta de proteção, empoderamento e transformação social. Vamos qualificar educadores, produzir materiais de conscientização, e, principalmente, criar caminhos para que nossas alunas possam conquistar sua independência financeira e romper com o ciclo da violência”, destacou Erika Ruth.
A parceria prevê ainda a impressão e a divulgação dos conteúdos educativos nas redes sociais do IFPI, ampliando o alcance das ações e envolvendo toda a comunidade acadêmica no processo de conscientização e prevenção.
“A educação é uma das chaves para enfrentar a violência de gênero. E quando associamos isso à geração de emprego e renda, estamos falando de transformação real na vida das mulheres. Essa parceria entre IFPI e SEMPI é uma estratégia concreta de combate à violência e redução das desigualdades”, concluiu a coordenadora.

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