A restauração das fachadas e do pórtico da Secretaria da Fazenda (Sefaz), localizados na avenida Mauá e na rua Siqueira Campos, no Centro Histórico de Porto Alegre, atingiu 25% de conclusão. Com investimento de mais de R$ 8 milhões, os trabalhos, iniciados em 2024, são fiscalizados pela Secretaria de Obras Públicas (SOP), com prazo de conclusão para o segundo semestre de 2026. O projeto de recuperação da estrutura prevê outras demandas, incluindo a construção de uma nova passarela, totalizando um investimento de R$ 17 milhões do governo do Estado.
A obra está devolvendo as cores originais ao prédio, que foram descobertas após a retirada de diversas camadas de tinta colocadas sobre as paredes ao longo das décadas. Também é feita a recuperação e pintura dos revestimentos, dos ornamentos e das esquadrias, bem como dos pátios internos e poços de luz.
Uma nova passarela de metal, orçada em R$ 220 mil, deverá ficar pronta em agosto, conectando os dois edifícios da Sefaz. A atual estrutura, que tem mais de 20 anos, apresentava indícios de corrosão e comprometimento estrutural.
Além da manutenção das fachadas e da construção de uma passarela, há intervenções na parte elétrica do prédio e a instalação de sistemas de climatização. Nos blocos Mauá e Siqueira Campos, ocorre a reforma e construção de sanitários e copas. O investimento nessas demandas soma mais de R$ 9 milhões, e o prazo de conclusão é até o final de 2025.
A reforma das salas do Gabinete da Receita Estadual e a requalificação do bloco Siqueira Campos já terminaram, somando mais de R$ 995 mil.
Construção centenária
A sede da Sefaz é composta por dois edifícios com grande valor histórico. A construção do bloco voltado para a avenida Mauá teve início em 1919 e foi concluída na década de 1920, originalmente destinado à administração do Cais Mauá. Com o tempo, o prédio passou por ampliações, abrigando o Banco do Estado do Rio Grande do Sul e, posteriormente, a Sefaz.
O segundo bloco, com frente para a rua Siqueira Campos, começou a ser construído nos anos 1930 e também recebeu ampliações ao longo das décadas. Foi ocupado por diferentes órgãos do Estado até ser incorporado pela Fazenda na década de 1970.
Tombado como patrimônio público estadual em 1987, o prédio é uma obra arquitetônica neoclássica, desenhada pelo engenheiro e arquiteto gaúcho Theófilo Borges de Barros, mesmo autor do prédio que hoje abriga o Museu da Comunicação José Hipólito da Costa, na rua dos Andradas, na capital.
Texto: Marluci Brock/Ascom SOP
Edição: Felipe Borges/Secom
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