
Em sessão do Tribunal do Júri de São José de Ribamar, realizada nesta quinta-feira, 18, foram condenados os réus Magno Amorim dos Santos (vulgo Lafu) e Joeliton de Jesus Araújo Fonseca (conhecido como Guga), pela morte de Gueris Mequias Cantanhede da Silva, ocorrida na madrugada do dia 2 de maio de 2022, no bairro Roseana Sarney. Cada um deles cumprirá uma pena de 38 anos, três meses e três dias de reclusão.
O Ministério Público foi representado pelo titular da 8ª Promotoria Criminal, José Márcio Maia Alves. Ele sustentou as teses de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além dos crimes de roubo majorado, furto qualificado e integração de organização criminosa.
Os acusados são integrantes de facções, e o crime ocorreu em contexto de guerra de grupos criminosos em São José de Ribamar. Embora a vítima não fosse integrante de facção criminosa, os réus a consideravam rival porque ela frequentava o bairro dominado por um grupo opositor.
O homicídio ocorreu na saída de uma festa, quando a dupla, acompanhada de outro réu que responde pelo crime em processo separado, e outros comparsas não identificados, surpreenderam a vítima com vários disparos de arma de fogo. O primeiro deles foi disparado por Lafu na cabeça da vítima, depois que Guga a atraiu para matá-la.
As teses da acusação foram integralmente acolhidas pelo Conselho de Sentença. As penas somadas da dupla ultrapassaram os 76 anos de prisão.
O membro do MPMA ressaltou o aumento da criminalidade na cidade e o trabalho das instituições do sistema de justiça para tentar conter a ação das organizações criminosas. “Infelizmente, casos como esse são comuns em Ribamar. A atividade criminosa local focada no domínio de territórios e na expansão do tráfico de drogas provoca um clima de insegurança para os moradores”, explicou o promotor de justiça José Márcio Maia Alves.
A sessão do júri foi presidida pela juíza Ana Gabriela Costa Ewerton. O defensor público José Maria Arcanjo Alves Filho fez a defesa dos réus durante o julgamento.
Redação: CCOM-MPMA