O mercado global de Search Engine Optimization (SEO) tem um tamanho estimado de US$ 4,54 bilhões em 2026, com previsão de crescer para US$ 35,92 bilhões em 2035, segundo relatório da organização de inteligência de mercado Business Research Insights.
SEO é um conjunto de técnicas usadas para melhorar a visibilidade de um site em mecanismos de busca como o Google, fazendo com que ele apareça nas primeiras posições dos resultados sem pagar por anúncios. Na prática, se alguém busca "pacotes de viagem para a Europa", o SEO ajuda um site a aparecer entre os primeiros resultados.
De acordo com o Business Research Insights, o SEO é impulsionado pela digitalização dos negócios e pelo crescimento do e-commerce. A pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2023, é citada como um evento determinante nesse processo: com comércios físicos fechados, houve um aumento das vendas online, o que gerou uma maior demanda por SEO.
Nesse contexto, o tráfego pago também se popularizou, afirma Diego Fernandes, sócio-diretor da agência de marketing digital Go Biz. Como o próprio nome diz, o tráfego pago é quando a empresa veicula anúncios para atrair visitantes a um site ou conteúdo. Os exemplos mais comuns são anúncios pagos no Google e em redes sociais como Instagram e Facebook.
"Há uma divisão muito clara entre dois perfis de empresa. De um lado, aquelas que apostam quase exclusivamente em tráfego pago porque ele entrega resultado rápido e é mais fácil de justificar para o financeiro — você investe, vê o clique, vê o lead. Do outro, empresas mais maduras digitalmente que entenderam que depender só de mídia paga é como alugar a própria visibilidade. Quando o investimento para, a torneira fecha. O SEO constrói um ativo que permanece", diz Diego Fernandes.
Yan Gomes, também sócio-diretor da Go Biz, pontua que o tráfego pago responde a uma necessidade de resultado imediato, como lançamento, promoção ou validação de oferta.
"Ele é rápido, segmentado e mensurável de forma direta. O problema começa quando a empresa usa essa lógica de curto prazo como estratégia de longo prazo. O custo por clique sobe consistentemente, o mercado fica mais competitivo e a conta que fechava há dois anos começa a apertar", reforça Yan Gomes.
Os sócios-diretores da Go Biz dizem que as discussões no mercado têm ido além do SEO tradicional. Existe uma transformação mais profunda em andamento, na qual a questão não é apenas aparecer na primeira página do Google, mas ser a resposta confiável que a inteligência artificial (IA) entrega ao usuário.
No Brasil, mais da metade das pessoas já usa IA para fazer compras, por exemplo, vendo na tecnologia uma ferramenta para localizar produtos e decidir entre opções. O dado é de um estudo da Adyen divulgado pela CNN Brasil.
"O consumidor moderno quer curadoria e agilidade — e as marcas que não adaptarem seu conteúdo para essa nova lógica correm o risco de se tornarem invisíveis, mesmo com bons produtos", alerta Yan Gomes.
Diego Fernandes afirma que empresas que investem em SEO de forma consistente geralmente têm uma compreensão mais profunda da jornada do cliente. "Elas sabem que o consumidor pesquisa muito antes de comprar e querem estar presentes nesse momento de descoberta, não só no momento de decisão. Isso exige paciência e uma visão de médio e longo prazo que nem toda organização consegue sustentar internamente", ressalta ele.
Além disso, acrescenta Yan Gomes, marcas que priorizam SEO geralmente estão construindo autoridade no seu setor. Elas produzem conteúdo que educa, que responde a perguntas reais e que cria referência.
"Já marcas que dependem quase exclusivamente de mídia paga tendem a ter dificuldade de se diferenciar da concorrência além do preço, porque a construção de autoridade orgânica nunca foi prioridade. Os melhores resultados aparecem quando as duas estratégias trabalham juntas", sustenta Yan Gomes.
Diego Fernandes ressalta ainda que uma marca que aparece nas primeiras posições do Google para termos do seu setor ganha relevância, mesmo quando o usuário não clica naquele momento. Isso influencia decisões de compra futuras de formas que o analytics convencional não captura.
"Por isso, a mensuração completa do retorno sobre investimento (ROI) de SEO precisa incluir métricas de brand awareness, posicionamento de marca e crescimento de buscas diretas pelo nome da empresa ao longo do tempo", destaca Diego Fernandes.
Para empresas que estão começando agora, qual seria o primeiro passo para ganhar visibilidade online: tráfego pago ou SEO? A resposta dos sócios-diretores é clara: depende do posicionamento do negócio.
Antes de qualquer coisa, é necessário definir o público-alvo, o problema que é resolvido e os diferenciais do empreendimento. "Sem essa base, qualquer dinheiro em tráfego pago ou qualquer esforço de SEO vai ser desperdiçado. Você vai atrair as pessoas erradas ou não vai conseguir convencer as certas", diz Yan Gomes.
Com o posicionamento definido, a recomendação prática dos sócios-diretores é combinar tráfego pago para gerar resultados iniciais e testar a proposta de valor, com a construção orgânica acontecendo em paralelo desde o início.
"Não espere o SEO ‘amadurecer’ para começar. Comece já a produzir conteúdo relevante, otimizar seu site e construir autoridade. O tráfego pago paga as contas no curto prazo, enquanto o SEO vai crescendo e reduzindo o custo de aquisição ao longo do tempo. Essa combinação é o caminho mais inteligente para quem quer crescer de forma sustentável", conclui Diego Fernandes.
Para saber mais, basta acessar o site da Go Biz: https://www.gobiz.com.br/.
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