O governo de Javier Milei anunciou nesta segunda-feira (28) que a Argentina deu entrada no processo de isenção de visto a seus cidadãos para entrada nos EUA, chamado de Visa Waiver Program.
O presidente argentino recebeu a secretária de Segurança Nacional dos EUA, Kristi Noem, na Casa Rosada. Ele tem se aproximado, por afinidade ideológica, ao governo de Donald Trump, desde o retorno do republicano ao poder — ao mesmo tempo, países não governados por aliados de Trump, como o Brasil, têm enfrentado ameaça de taxação de produtos no mercado americano.
Taxas de 50% para a entrada de produtos brasileiros nos EUA foram anunciadas no último dia 9 de julho e devem começar a valer já na sexta-feira (1º).
"O gabinete do presidente informa que a República Argentina iniciou o processo de incorporação no Visa Waiver Program, que, ao terminar com êxito, permitirá que milhões de argentinos possam viajar aos EUA para turismo ou negócios sem necessidade de visto, posicionando a Argentina em um seleto grupo com este privilégio", diz um comunicado oficial.
O próprio anúncio admite que a entrada do país no programa não é automática, mas "requer que a Argentina cumpra com altos padrões internacionais em seus procedimentos migratórios".
O programa de isenção de visto, segundo o governo americano, "permite que a maioria dos cidadãos de países participantes" viaje aos Estados Unidos para turismo ou negócios por um período de até 90 dias sem a necessidade de obter um visto, desde que o ESTA (sigla em inglês para "Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem") tenha sido preenchido até 90 dias antes da viagem.
O preenchimento do formulário inclui uma taxa de US$ 21 (cerca de R$ 114), significativamente mais barata que um visto, que passa dos R$ 1.000.
Atualmente, 42 países participam do Visa Waiver Program (VWP). Na América Latina, apenas cidadãos do Chile são isentos da necessidade de apresentar visto para entrada nos EUA.
Relações Brasil-EUA
Conversas para a entrada no Brasil no programa foram iniciadas em 2011, pelos governos de Dilma Rousseff e Barack Obama, sem avanço posterior.
Com o retorno de Trump ao poder, no entanto, as relações entre EUA e Brasil passam por um período de turbulência.
Por decisão de Trump, o Brasil estará sujeito a uma tarifa de 50% a partir da próxima sexta-feira. Durante a semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se queixou da falta de disposição do presidente Donald Trump para negociar.
Neste domingo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que o governo vem buscando negociação desde o anúncio das medidas, com "base em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica".
"Reiteramos que a soberania do Brasil e o estado democrático de direito são inegociáveis. No entanto, o governo brasileiro continua e seguirá aberto ao debate das questões comerciais, em uma postura que já é clara também para o governo norte-americano", declarou o ministério, em nota à imprensa.
Especialistas afirmam que os canais de comunicação entre Brasil e EUA, de fato, não são eficazes — o que mantém as negociações travadas. Para eles, um dos grandes obstáculos é a política comercial americana, que tem sido moldada por um forte viés geopolítico sob Trump.
Na prática, as decisões tarifárias partem diretamente da cúpula da gestão do republicano, ofuscando, por exemplo, as equipes técnicas da diplomacia e do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) — tornando a negociação ainda mais difícil.
Além disso, há outros interesses envolvidos, como a disputa por influência com a China na América do Sul, afirma o coordenador do Grupo de Análise de Estratégia Internacional da USP, Alberto Pfeifer. Nesta semana, também veio à tona o interesse dos EUA nas terras raras brasileiras.
No último domingo (27), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que o governo vem buscando negociação desde o anúncio das medidas, com "base em diálogo, sem qualquer contaminação política ou ideológica".
Fonte: g1
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