Autoridades de imigração prenderam 475 trabalhadores em uma fábrica de baterias de automóveis da Hyundai, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (4).
A notícia foi confirmada nesta sexta-feira (5) pelo governo Trump, que afirmou que muitos dos presos não estavam autorizados a trabalhar no país e tinham apenas vistos temporários para turismo e viagens de negócios.
Em coletiva de imprensa no Salão Oval, Donald Trump afirmou que os detidos eram "imigrantes ilegais" e disse que as autoridades americanas estavam "fazendo seu trabalho".
Segundo um comunicado emitido pelo porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, os agentes do ICE executaram mandados de busca autorizados pela Justiça, por práticas ilegais de emprego e outros supostos crimes federais. Também foi revelado que há uma investigação federal em andamento.
“Esta operação ressalta nosso comprometimento em proteger empregos para os georgianos, garantindo igualdade de condições para empresas que cumprem a lei, salvaguardando a integridade de nossa economia e protegendo os trabalhadores da exploração”, diz o documento.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um homem usando um colete com as letras HSI - sigla para Homeland Security Investigations - dizendo aos trabalhadores: "Temos um mandado de busca para todo o local. Precisamos que a construção cesse imediatamente. Precisamos que todo o trabalho no local termine agora mesmo"
O Departamento de Justiça dos EUA, em um comunicado, afirmou que várias pessoas tentaram fugir durante a operação. Algumas tiveram que ser resgatadas de um lago de esgoto no local.
"Todos os trabalhadores estrangeiros trazidos para projetos específicos devem entrar nos Estados Unidos legalmente e com as devidas autorizações de trabalho. O presidente Trump continuará cumprindo sua promessa de tornar os Estados Unidos o melhor lugar do mundo para se fazer negócios, ao mesmo tempo em que aplicará as leis federais de imigração", declarou.
O Partido Democrata da Geórgia condenou a operação, classificando-a como parte de "táticas de intimidação politicamente motivadas, projetadas para aterrorizar pessoas que trabalham duro para sobreviver, impulsionam nossa economia e contribuem para as comunidades da Geórgia nas quais se estabeleceram".
A ação, a maior de fiscalização em um único local na história do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), é mais um capítulo da escalada do governo do presidente Donald Trump em sua repressão aos imigrantes.
As detenções interromperam as obras que estavam ocorrendo na fábrica, que é um dos maiores investimentos da montadora coreana nos EUA.
Fonte: G1
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